sábado, 21 de setembro de 2013
O que é o cinema, não é minha gente?
Jonathan
e o verdadeiro rei:
A vida é mesmo injusta não?
sábado, 8 de janeiro de 2011
Pegadinha do Retrato
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Quando não perde a cabeça é enterrada de cabeça pra baixo…
Catarina Parr foi a última das esposas do rei Henrique VIII. Velho, obeso e doente, precisava mais de uma enfermeira do que de uma esposa, e Catarina, já viúva, sem filhos, servia muito bem a esse propósito.
Tudo bem que ela tinha umas convicções religiosas e mania de querer aprender as coisas e que ela quase foi mais uma das esposas do rei que teve a cabeça arrancada por isso. O monarca agonizava, e ela estava lá pronta para ler uns versinhos da bíblia ou endeusar o megalomaníaco deus Rei.
Pois bem, Catarina, além de tudo ainda teve a sorte de ser a única esposa oficial (Ana de Cleves não conta) a ver o Rei morrer!!!! Isso porque Henrique já tinha enterrado Catarina de Aragão (câncer), Ana Bolena (cabeça decepada), Jane Seymour (parto), Catarina Howard (cabeça decepada) e se divorciado de Ana de Cleves sem nem querer ver a cara da peça, que considerava horrenda. Isso vindo de um rei que estava mais ou menos assim na época:
Catarina ficou viúva do rei aos 39 anos, e ainda deu tempo de casar-se novamente, desta vez com Thomas Seymour, por quem era apaixonada. Engravidou, embora todos pensassem que fosse estéril, e morreu após o parto. Isso foi em 1547. Ela foi enterrada na capela do castelo de Sudely, que era de sua propriedade. Lá ela foi deixada em paz… durante algum tempo:
Por volta de 1700 já tinham esquecido quem estava enterrada por lá. Os restos mortais de Catarina foram tão abandonados que ninguém sabia mais nem dizer o local exato onde ele tinha sido enterrado ou quem diabos era Catarina. Em 1782 quem morava no castelo era um tal de John Lucas, e ele acabou achando o caixão da rainha.
Ele resolveu, como qualquer curioso, abrir o caixão pra dar uma espiadinha e qual não foi sua surpresa quando verificou que a rainha estava QUASE intacta.
Isso, meus caros. Depois de 200 anos, ela tava melhor que muita gente por aí. Mas não por muito tempo. Após um ano exposto, o cadáver começava a exalar o odor característico que qualquer um tem o direito de ter.
Enfim, o que fizeram eles? Resolveram colocar uma laje de pedra sobre a tumba dela, pra evitar que curiosos fossem lá. Mas sabe o que aconteceu?
Um grupinho de bêbados resolveu dar o ar de sua graça. Decidiram que ela, como rainha, merecia um enterro digno e decente, e o fizeram: cavaram uma cova e enterraram a pobrezinha… de cabeça pra baixo:
A façanha só foi descoberta no século XIX, quando reencontraram seu jazigo cheinho de hera. Dessa vez resolveram realmente honrar a pobre e deixa-la descansar em paz de uma vez por todas, instalando ela em uma capela em Sudely, onde ela jaz, feliz, até hoje.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Fantasma do Rei Henrique VIII?
Henrique VIII não foi um sujeito muito fácil não. Quem assistiu The Tudors ou leu alguns dos livros disponíveis no mercado sobre o assunto (indico o As Seis Mulheres de Henrique VIII) sabe que o danado era complicadinho. Acho mesmo que tinha algum tipo de distúrbio. Seis mulheres, algumas executadas, outras rejeitadas (e sortudas), além de muitos amigos sendo mortos sem motivo aparente, além de uma igreja partida (Católica x Anglicana) e outros disparates.
Mas não era isso que eu queria falar. Acabei me excedendo. O que eu queria dizer é que filmaram no Hampton Court alguém que estão jurando que é o fantasma do Rei Henrique VIII. Bom, nunca vi fantasma abrir porta, mas vai que é né? Olha aí embaixo e depois me diz alguma coisa:
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Anna Bolena, ascensão e queda
Se tem alguém que subiu aos céus e desceu ao inferno na terra, esse alguém foi Anne Boleyn. Anne ficou conhecida como a segunda esposa de Henrique VIII, aquela que teve seu pescoço arrancado depois de ser condenada por traição. Vamos aos fatos:
Ascensão:
Anne nasceu em Noffolk, por volta de 1507, mas algumas fontes indicam 1501. Filha de Tomás Bolena, que se tornou o Conde de Wiltshire e de Isabel Howard, teve suas primeiras lições nos Países Baixos. Jovem ainda, foi para a corte de Margarida da Áustria. Logo em seguida, por volta de 1514, foi para a corte da rainha Cláudia de Valois na França. Lá ela aprendeu francês fluentemente.
Voltou à Inglaterra por volta de 1522, quando começou a trabalhar à serviço de Catarina de Aragão, primeira esposa do rei Henrique VIII. Sua irmã Maria Bolena, tornou-se amante do rei, enquanto isso. Anne chegou a noivar com o conde de Northumberland, mas o casamento nunca se realizou por razões desconhecidas.
Anne logo chamou a atenção do rei e sua irmã Maria Bolena deixou de ter a atenção do rei. Ao contrário de sua irmã, não aceitou simplesmente ser sua amante, e iniciou um jogo de sedução com o mesmo. Henrique VIII apaixonou-se perdidamente por Anne, e, já cansado de Catarina (que não conseguia lhe dar os filhos homens que desejava), pediu a anulação do casamento.
Anne se tornou a mulher mais poderosa da Inglaterra, enquanto o rei se esmerava em conseguir a anulação do casamento. Seu pai recebeu o Condado de Ormonde e Jorge, seu irmão, se tornou o Visconde Rochford. Mas o povo, que amava Catarina, a odiava em igual proporção.
Em 1533 ela finalmente se casou com Henrique, no Palácio de Whitehall. O casamento do rei com Catarina havia sido considerado nulo pelo tribunal especial do Priorado de Dunstable. Apenas cinco dias depois, o casamento do rei com Anne foi considerado válido. Anne se tornava a Rainha da Inglaterra, depois da cerimônia de coroação na Abadia de Wstminter. O povo mostrava seu desagrado com o rei. Henrique foi excomungado pelo Pap Clemente VII. Em 7 de setembro de 1533, nascia Elizabeth, sua única filha. O rei ainda estava esperançoso em ter um filho.
Queda
Depois de várias gestações sem sucesso, seu poder começava a cair. O rei tinha verdadeira obsessão em conseguir um herdeiro, e após Anne perder mais uma criança, o rei resolveu se separar da mesma. Em Janeiro de 1536, Catarina de Aragão morreu de doença prolongada, provavelmente câncer, e Anne foi ao evento vestida de amarelo quando o resto da corte, incluindo Henrique VIII, se encontrava de luto pela Princesa de Gales. O rei já começara um romance com uma jovem chamada Jane Seymour, aia de Anne.
Começava a queda de Anne, que tinha muitos inimigos e foi presa na Torre de Londres, acusada, juntamente com o seu irmão Jorge, de, entre outras coisas: adultério, incesto e alta traição. Tudo armado, testemunhas e fatos forjados, e Anne foi condenada à morte. Seu casamento com o rei também foi anulado.
Morte
Anne exigiu um carrasco francês em sua execução, pois dizia que uma Rainha não curva a cabeça para ninguém em nenhuma situação. Os carrascos ingleses utilizavam um machado e a vítima ficava ajoelhada. Em 19 de maio de 1536 Anne foi executada ao lado da Torre Branca, onde hoje se encontra as Casernas de Waterloo. Usava um saiote vermelho sob um avulso, um vestido de tordilha de damasco aparado na pele e um manto de arminho. Dizem que não demonstrava estar infeliz.
Seu corpo e a cabeça foram enterrados num túmulo desmarcado na Capela Real de São Pedro ad Vincula. O seu esqueleto foi identificado durante a renovação da capela, no reinado da Rainha Vitória e o local de repouso de Ana está marcado no chão em mármore.



