quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Que comam brioches!
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Como Poderei dormir com isto?
Lembra daqueles filmes que falam sobre o homem da máscara de ferro? Foi inspirado no rei Luis XIV da França (o Rei Sol, sobre o qual falarei em devida ocasião). Só que a realidade, por vezes, ultrapassa um pouco a ficção, e se torna imensamente mais interessante! Luis não tinha um irmão gêmeo, mas um mais novo, chamado Filipe, duque de Orléans, mais conhecido por “Monsieur”.
Hum, Monsieur era um conhecido travesti, que não tinha o menor pudor de se vestir de mulher, e ficar cercado de amiguinhos que saboreavam o mesmo hobbie.Acontece que ele foi obrigado a casar. E o fez, com Elizabeth Charloue.
A escolha recaiu sobre Elizabeth pela já conhecida fertilidade das alemãs e também por ela ser... feia.
Acontece que a primeira mulher de Filipe (sim, ele já tinha sido casado outra vez) foi morta por um dos amantes do pomposo irmão do rei, e este não queria arriscar o ciúme de um deles novamente. Escolhendo uma esposa feíssima para seu irmão nada hetero, iria pelo menos salvar a vida desta.
1670. Ela chega à França depois de se casar por procuração. A primeira visão que tem é de um jovem efeminado que usa ruge, brincos e oculta seu corpo em roupas cheias de rendas e babados e salto alto. Além disso, uma peruca frisada e água-de-colônia de fazer Lampião ter lampejos de enjôo.
De sua parte, quando Monsieur viu a “beleza” de esposa que lhe fora encomendada, com sua enorme nádega, roupas simplórias e uma cara imensa e feia. Exclamou baixinho, como cabe a uma bela dama, que não sabia como dormiria com isso. Decidiu que tentaria deixá-la ao menos mais atraente: bom tempo daquele que passavam juntos ele gastava tentando maquiá-la. Não adiantava muito. Ela tirava imediatamente.
Apesar das dificuldades (os dois eram conhecidos por se deliciarem em suas flautulências), os dois conseguiram sobreviver juntos por 30 anos. E ter três filhos.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Pequeno Bonaparte de Napoleão
Dignidade, minha gente, dignidade é uma coisa que pelo menos se pede que seja dada a um defunto cansado de guerra. Pois você imagina que até isso foi negado a Napoleão??
Napoleão, esse garboso Imperador francês, é considerado até hoje um dos maiores estrategistas da história do mundo. E se tivesse sido bonito como nessa foto abaixo, você até fica imaginando o que deve ter chovido de mulher em sua horta.
Pois bem, não era bonitão, e ainda por cima tinha um pequeno probleminha que foi descoberto depois de sua morte. Aliás, um probleminha de exatamente 2.54 cm em descanso e quase 6.0 em ebulição. Ele teria um micropênis, compatível com um de uma criança.
É o tamanho que dizem que tinha o pequeno bonaparte de Napoleão. Sim, você me pergunta, e como é que se sabe disso? Poderia ser uma intriga da oposição…
Reza a lenda que depois de morto o ex-Imperador, sob circunstâncias misteriosas (dizem que foi morto por arsênico), um talzinho que não ia muito com sua cara aproveitou um momento de distração e zás:
Desferiu um golpe e arrancou o pequeno para manter em sua posse. Vingancinha do médico francês Francesco Antommarchi teria se irritado com Napoleão, que sempre o tratava mal a cada visita. Mas também pode não ter sido ele…
Contanto que havia mais de 20 pessoas no ambiente, possa ser que tenha também sido outra pessoa, afinal, o velhinho de bonzinho não tinha nada, e não tinha lá muitos amigos. Bom, mesmo sem se saber ao certo quem desferiu o último golpe na honra de um ser, Napoleão foi enterrado sem o bonaparte e todo mundo esqueceu disso. Até que resurgiu como uma relíquia guardada por John Lattimer, professor de Urologia em Nova York. A Christie’s até que tentou colocar o tal órgão para leilão, mas ninguém quis o negocinho. Em 1977 o urologista adquiriu ele por US$ 3.800 dólares.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Sífilis à francesa
Francisco I da França adorava as artes e a guerra, mas adorava em maior escala as mulheres. Costumava dizer: “Uma corte sem mulheres é como um ano sem primavera e uma primavera sem rosas”. Danadão.
O resultado em uma côrte que não conhecia ainda a camisinha foi um caso tremendo de sífilis. E mesmo assim o rei não poupava ninguém. O tratamento de sífilis, naquela época, era pintar o pinto com mercúrio, o que era um paliativo e que não curava nada. Enfim, quem acabou sofrendo com isso foi sua amada e traída esposa, essa aí abaixo, Claudia:
Enquanto Francisco manteve um porte atlético (o que, evidentemente ajudava em suas conquistas), Claudia, baixinha, foi ficando cada vez mais rechonchuda: depois de milhares de gestações e 7 filhos, a coitada virou motivo de chacota na corte. Além disso era zombada por ser estrábica e maltratada pela sogra.
A sífilis acabou sendo sua última companheira e herança deixada pelo belo rei que a desposara. Ela morreu com apenas 24 anos. Francisco ainda se casaria (e passaria sífilis) para sua nova esposa, Leonor da Áustria.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
O Que Usar Em Sua Execução
Ok, alguns dirão que trata-se de um assunto meio macabro, mas a curiosidade existe, certo? Vi em no blog Raucousroyals uma matéria falando sobre as roupas que algumas pessoas famosas usavam durante sua execução. Resolvi adaptar o texto aqui pra vocês. Olha que bacana:
Rei Charles I : roupas quentinhas
O Rei Charles I da Inglaterra quis ficar bem aquecido. Para isso usou duas camisas pesadas, pois ele estava muito preocupado em não sentir frio e ficar tremendo, o que, de alguma maneira, poderia fazer as pessoas pensarem erroneamente que ele estava com medo. Ele também não queria que seu cabelo ficasse desarrumado e pediu para seu carrasco ser cuidadoso.
Rainha Ana Bolena: Discrição e Rainha até o fim
Ana Bolena, segunda esposa do Rei Henrique VIII escolheu ir para seu último momento com roupas sóbrias. Optou por um vestidinho solto, cinza escuro e um arminho cobrindo os ombros e decotes. Ela enfeitou a sua cabeça com uma touquinha (que era muito usada por sua rival Jane Seymour). Ah, pediu para sua cabeça ser cortada não com um machado, utilizado na Inglaterra, mas por uma espada, método usado na França. O motivo para isso é que Ana era uma Rainha, e rainhas não abaixam a cabeça nem para morrer. É isso aí Ana.
Rainha Mary da Escócia: Quero ser uma Mártir
Maria Stuart escolheu uma saia carmesim, pois queria ser lembrada como uma mártir católica. Quando foi acusada de conspiração de assassinato da rainha Elizabeth, ela sabia que a morte ia trazer clamores dos países católicos. Então ela tinha que causar. Usando roupas vermelhas ela iria sair da imagem de traidora para uma de mártir. Bem pensado. Bom, sua saia depois foi queimada porque o pessoal ficou com medo que se transformasse em mais uma relíquia religiosa (tão comum naquela época).
Rainha Maria Antonieta: Simplicidade forçada e sem brioches
Coitada de Maria Antonieta. Se os outros puderam fazer um “ahá” e escolher suas roupas para a execução, Antonieta foi proibidíssima de opinar nessa questão. Para vocês terem idéia, ela foi proibida inclusive de usar um vestido preto esfarrapado que ela usara em luto durante dois meses! Isso aconteceu porque os revolucionários não queriam de jeito nenhum que o povo tivesse algum tipo de simpatia por ela. E lá foi Antonieta, outrora tão elegante, numa carrocinha velha, usando uma camisa branca simples e um lenço sobre os ombros. Seus cabelos já haviam sido cortados para ocasião, o que, de forma prática, iria facilitar todo o trabalho da guilhotina. Coitada.
