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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Graças a Deus, ela se foi!!!!!

 

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Jorge IV da Grã-Bretanha evitou a todo custo entrar em um casamento infeliz. Mas acabou sendo pressionado por dívidas no país e obrigado por seu pai e pelo Parlamento, a se casar com Caroline de Brunswick.

Caroline era um amor de pessoa, do bem, super gentil. Só tinha um probleminha: não era muito conhecida por seu asseio e não se preocupava também em se vestir adequadamente.

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Quando Jorge, que era muito limpinho, foi apresentado à noiva, ficou, na melhor das palavras, aterrorizado. Frescuras à parte, começou logo a passar mal e quase que desmaia.

Diante de tal surpresa, foi realmente uma noite em tanto para Jorge, que ainda conseguiu ir uma vez na esposa, apesar de ter dito que ela tinha tantas marcas de sujeira que ele chegou a ficar nauseado. Depois disso decidiu nunca mais tocá-la.

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Mas os deuses estavam ao seu lado, pois nessa mesma noite Caroline concebeu um filho e ele estava livre de tentar outra vez deitar na mesma cama que ela.

Caroline, coitada, foi afastada da corte, e viveram separados até o fim. Quando Jorge foi coroado, em 1821, uma cena tirou o povo britânico do sério: pugilistas foram contratados para evitar a entrada de Caroline durante a coroação, apesar dos gritos dela para que a deixassem entrar e ser coroada ao lado do marido. Nadica.

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No mesmo ano, Napoleão morreu, e o rei foi informado que seu “mais temível inimigo” falecera. Sua fisionomia ficou iluminada e ele, feliz como só um iludido pode ser, exclamou em toda a felicidade que cabe aos bêbados: “Meu Deus, ela se foi!!!”

Informações retiradas do livro de Eleanor Herman – Sexo com Reis

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Quando não perde a cabeça é enterrada de cabeça pra baixo…

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Catarina Parr foi a última das esposas do rei Henrique VIII. Velho, obeso e doente, precisava mais de uma enfermeira do que de uma esposa, e Catarina, já viúva, sem filhos, servia muito bem a esse propósito.

Tudo bem que ela tinha umas convicções religiosas e mania de querer aprender as coisas e que ela quase foi mais uma das esposas do rei que teve a cabeça arrancada por isso. O monarca agonizava, e ela estava lá pronta para ler uns versinhos da bíblia ou endeusar o megalomaníaco deus Rei.

Pois bem, Catarina, além de tudo ainda teve a sorte de ser a única esposa oficial (Ana de Cleves não conta) a ver o Rei morrer!!!! Isso porque Henrique já tinha enterrado Catarina de Aragão (câncer), Ana Bolena (cabeça decepada), Jane Seymour (parto), Catarina Howard (cabeça decepada) e se divorciado de Ana de Cleves sem nem querer ver a cara da peça, que considerava horrenda. Isso vindo de um rei que estava mais ou menos assim na época:

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Catarina ficou viúva do rei aos 39 anos, e ainda deu tempo de casar-se novamente, desta vez com Thomas Seymour, por quem era apaixonada. Engravidou, embora todos pensassem que fosse estéril, e morreu após o parto. Isso foi em 1547. Ela foi enterrada na capela do castelo de Sudely, que era de sua propriedade. Lá ela foi deixada em paz… durante algum tempo:

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Por volta de 1700 já tinham esquecido quem estava enterrada por lá. Os restos mortais de Catarina foram tão abandonados que ninguém sabia mais nem dizer o local exato onde ele tinha sido enterrado ou quem diabos era Catarina. Em 1782 quem morava no castelo era um tal de John Lucas, e ele acabou achando o caixão da rainha.

Ele resolveu, como qualquer curioso, abrir o caixão pra dar uma espiadinha e qual não foi sua surpresa quando verificou que a rainha estava QUASE intacta.

Isso, meus caros. Depois de 200 anos, ela tava melhor que muita gente por aí. Mas não por muito tempo. Após um ano exposto, o cadáver começava a exalar o odor característico que qualquer um tem o direito de ter.

Enfim, o que fizeram eles? Resolveram colocar uma laje de pedra sobre a tumba dela, pra evitar que curiosos fossem lá. Mas sabe o que aconteceu?

Um grupinho de bêbados resolveu dar o ar de sua graça. Decidiram que ela, como rainha, merecia um enterro digno e decente, e o fizeram: cavaram uma cova e enterraram a pobrezinha… de cabeça pra baixo:

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A façanha só foi descoberta no século XIX, quando reencontraram seu jazigo cheinho de hera. Dessa vez resolveram realmente honrar a pobre e deixa-la descansar em paz de uma vez por todas, instalando ela em uma capela em Sudely, onde ela jaz, feliz, até hoje.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Uma rainha que amava cavalos… e homens

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Catarina, a Grande, nascida sob o nome de Sofia Augusta Frederica von Anhalt-Zerbst ficou conhecida por três grandes paixões: cavalos, homens e crueldade com seus opositores. Ela tomou o poder, com um grande golpe, tornando-se Imperatriz da Russia e trazendo a Era Moderna para o local.

 

 

 

Catarina, a Rainha Virgem

Peter_III_of_Russia_-1761 A princesinha alemã foi para a Russia para casar-se com o Imperador Pedro III. Era 1762, e ela ficaria no poder por 34 anos. As dificuldades do casal começaram assim que as luzes do casamento se apagaram. Pedro queria ver todas e qualquer mulher… menos a sua. Essa pelo menos é a história oficial, porque historiadores dizem que na verdade o coitado não conseguia mesmo chegar aos finalmentes por ter uma fimose triste, que o impossibilitava de qualquer prazer. Coitado. Resultado: 8 anos de casamento e uma esposa virgem. Sem ter muito o que fazer, lá foi Catarina preencher seu tempo com estudo. Foi aí que um tal de Sergio Saltikov abriu um novo mundo para a rainha virgem.

Catarina acostumara-se com a boa vida, e já não podia viver sem um amante.

 

Fraco pelos homens…

Grigorij-PotiomkinQuem separava os rapazes que iriam para a cama de Catarina?? Seu ex amante. Um senhor feio chamado Gregorio Potemkin.  Muita gente acreditava que o dito era seu marido secreto. Bom, a rainha se apaixonou por ele quando ele ainda era oficial e provou ser bom no gatilho, apesar de ser horrendo. A foto ao lado prova o dito.

 

Pois bem. Terminado o romance, os dois se tornariam cúmplices, digamos assim. Ele não estava nem louco de cair das graças de uma rainha, e preferiu acoitar romances da mesma do que deixá-la.

 

Escolhidos como cavalos

Katharina-II-von-Russland Catarina não era uma mulher fácil de domar. Mantinha e dispensava amantes com uma constância de dar inveja. Mas não era qualquer um que chegava à cama da rainha. Não. Antes, eles passavam por um teste de fogo: suas damas de companhia “provavam”, por assim dizer, o prato, antes dele chegar à ela.

Os motivos para caírem fora eram os mesmos já conhecidos por nós: tédio, traição e mágoa. Mas eles não saíam de maõs abanando. Geralmente ganhavam títulos e etrras, além da ordem de ficarem com os bicos fechados.

 

Eu até que sou fiel!

Catharina_Aleksejevna_by_Grooth Catarina era amiga de Voltaire. E ele ralhou com ela dizendo que a mesma era inconstante em seus casos. Ela respondeu que não era. Era até fiel.

“A quem???” Perguntou, Voltaire.

“À beleza, naturalmente. Apenas a beleza me atrái!”.

Bom, a foto de seus amantes prova que não, belezura.

 

Para saber mais sobre a Catarina:

http://romanov.blogs.sapo.pt/19194.html

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terça-feira, 14 de setembro de 2010

Catarina de Bragança, a infeliz

imag050204Coitadinha de D. Catarina de Bragança, a triste senhora Rainha da Inglaterra, tão traída pelo Rei Carlos II. A portuguesinha, filha de D. João IV e D. Luísa de Gusmão introduziu algumas novidades na corte britânica. Vamos a alguns fatos sobre sua vida.

Bom, primeiramente, como sabemos, casar por amor era um luxo que os reis e rainhas não tinham. Então fica difícil dizer que Catarina realmente sofria com as traições reais. Carlos II ficou conhecido, além de sua paixão pela Medicina, por suas amantes. Catarina, ao longo de 23 anos de casamento, teve que se adaptar às escapadinhas dele.

 

Do Convento para o Casamento

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Filha de D. Luísa de Gusmão (espanhola) com D. João IV, foi a quarta de sete filhos que o casal teve. De suas irmãs, foi a única sobrevivente e muito mimada por sua mãe. Já crescida, foi mandada para um convento em Alcântara. Lá aprendeu a rezar, a bordar, música e história. Saiu poucas vezes do convento, e os homens com quem falava eram da família. Assim era preparada para um casamento com um estrangeiro inglês.

Depois de alguns acertos, foi combinado seu casamento com Carlos II da Inglaterra. Foi mandada uma foto da princesa e ele se agradou. Achou-a com um ar doce, mas desconhecia que ela era pequena, gordinha e ligeiramente dentuça. O primeiro problema foi com relação à religião, já que Catarina era católica e a Inglaterra de Carlos eram anglicana desde o problema que Henrique VIII teve com a Igreja.

Mesmo assim, lá foi ela com seu dote de 2 milhões de cruzados, a Praça de Tânger na África e a pequena feitoria na Ilha de Bombaim, na Índia. Alías, foi difícil juntar esse dote, já que o país passava por dificuldades. Mas a rainha deu exemplo e vendeu suas jóias e empenhou pratas e tesouros reais. Ah, o Brasil acabou também contribuindo (como Colônia, claro). O dote foi pago em prestação.

Catarina não teve muita sorte com suas damas de companhia escolhidas. Eram mulheres aristocratas, viúvas, cheias de preocnceito e imensamente religiosas. Não serviam como conselheiras para a jovem princesa em um país estrangeiro. Apenas umas poucas foram mantidas, trazidas por ela de Portugal. As que fugiam desse estereótipo, tornavam-se amantes de seu marido. Carlos II teve inúmeras amantes, e, pelo que consta, pelo menos quinze bastardos. Como ironia, sua esposa Catarina não conseguiu lhe dar um só filho, pois suas gravidezes nunca chegavam ao fim.

Dizem que ela se apaixonou pelo marido assim que o viu. Mas quando o casamento foi consumado, ele já tinha uma amante favorita, chamada Barbara Palmer. Só com ela o rei teve seis filhos. Suas damas de companhia eram ridicularizadas por causa de suas roupas antiquadas e jeito sisudo. 

Por sua vez, Catarina se adaptou perfeitamente ao modo de se vestir inglês. Usava rendas, sedas, sapatos combiando com a roupa, jóias enormes.

 

Uma rainha infeliz?

catherine_braganza_1638_1705_hiReza a lenda que Catarina chegou à Inglaterra morrendo de febre, e lá pediu em espanhol que lhe dessem um pouquinho de chá. Ninguém sabia que diabo era isso. Eles só bebiam cerveja! Mas a novidade fez tanto sucesso, que o chá se tornou (até hoje) a bebida oficial do Reino Unido.

Ela também estranhou que a comida fosse servida em pratos de prata ou ouro. As refeições esfriavam mais rapidamente. Catarina solicitou que eles fossem substituídos por porcelana, usada há muito tempo na Inglaterra. Em 1743 foi criada a primeira fábrica de porcelana da Inglaterra.

  Catarina também levou uma orquestra de músicos portugueses para a Inglaterra.

Várias pessoas, inclusive sua cunhada Henriqueta Ana, incentivavam Catarina a pedir o divórcio, devido às constantes e humilhantes escapadas do rei. À ele também foi dado esse conselho, e o Parlamento chegou a oferecer 500.000 libras para ele fazer isso. Mas Carlos não quis. Ele dizia que não tinha motivos para tal.      

Se ela fosse assim tão infeliz, será que não teria aceitado o divórcio? Difícil de saber.

Após a morte do rei, ela ainda ficou por 9 anos na Inglaterra. Saiu depois que Jaime II subiu ao trono e começou a ver uma católica com desconfiança. Depois de anos se comunicando com os seus, pediu a D. Pedro II para regressar ao seu país de origem.

Em Portugal chegou a ser duas vezes regente, durante ausências de D. Pedro II. Morreu em 31 de dezembro de 1705. Seus restos mortais foram levados para S; Vicente de Fora em 1914 onde repousam até hoje.

 

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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Agora é tarde… Inês já é morta!

Já ouviu falar desse ditado que quer dizer que não adianta mais chorar o leite derramado, ou, em outras palavras, se lamentar por algo?

Então, a origem dela remota da história da bela Inês de Castro. Quem foi Inês de Castro?

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Inês de Castro, essa linda moçoila loira, era filha de Pedro Fernandes de Castro, um simples mordomo do rei Afonso XI de Castela. Em 1339 o príncipe Pedro, herdeiro do trono português, casou-se com a filha de João Manuel de Castela, Constança Manuel. Mas o coração de D. Pedro pertencia a outra, a D. Inês de Castro.

 

ph_afonso4 D. Afonso IV, pai de D. Pedro, não aprovava essa relação. Sentindo-se ameaçado pela relação e pelos irmãos de Inês, foi pressionado a fazer algo contra. Dessa maneira, o rei prendeu e exilou D. Inês no castelo de Albuquerque, que fica na fronteira castelhana. Mas o amor dos dois só fazia crescer.

Constança, esposa de D. Pedro, acabou morrendo no parto do futuro rei Fernando I de Portugal. Livre e viúvo, Pedro decidiu que era hora de mandar buscar sua amada. Os dois foram viver juntos e foi grande o escândalo. Imagina isso?! Seu pai ficou desgostoso e a guerra entre os dois estava declarada.

D. Afonso IV casou Pedro novamente, e desta vez com uma dama de sangue real. Pedro não aceitou. Enquanto isso, Inês tinha filhos ilegítimos do casal.

Morte de Inês de Castro

O casal retornou a Coimbra, e havia uma boataria que haviam se casado secretamente. O rei decidiu que só havia uma maneira de remediar a situação: matando Inês. Coitada.

Em 7 de janeiro de 1355, o rei aproveitou que Pedro tinha saído em excursão, para uma caça e enviou seus homens para matá-la. D. Pedro ficou tão revoltado que se colocou contra o pai definitivamente. Após meses, os dois fizeram as pazes. Tudo ilusão, ele jamais o perdoou.

Quando foi coroado rei de Portugal, Pedro anunciou que Inês seria coroada rainha, já que os dois haviam se casado pouco antes de sua morte. Inês, mesmo morta, foi coroada rainha de Portugal. Pedro I mandou matar dois dos assassinos de Inês de Castro: Pêro Coelho e Álvaro Gonçalves. Arrancaram-lhes o coração pelo peito, a um, e a outro pelas costas. Assim se justifica o seu cognome.

Ao morrer, D. Pedro foi enterrado em um túmulo em frente ao de sua amada, a bela Inês.

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Excerto do episódio de Inês de Castro d' Os Lusíadas.
"(...)
Estavas, linda Inês, posta em sossego,
De teus anos colhendo doce fruto,
Naquele engano da alma, ledo e cego,
Que a fortuna não deixa durar muito,
Nos saudosos campos do Mondego,
De teus fermosos olhos nunca enxuto,
Aos montes ensinando e às ervinhas
O nome que no peito escrito tinhas.
Do teu Príncipe ali te respondiam
As lembranças que na alma lhe moravam,
Que sempre ante seus olhos te traziam,
Quando dos teus fermosos se apartavam:
De noite em doces sonhos, que mentiam,
De dia em pensamentos, que voavam.
E quanto enfim cuidava, e quanto via,
Eram tudo memórias de alegria.
De outras belas senhoras e Princesas
Os desejados tálamos enjeita,
Que tudo enfim, tu, puro amor, despreza,
Quando um gesto suave te sujeita.
Vendo estas namoradas estranhezas
O velho pai sesudo, que respeita
O murmurar do povo, e a fantasia
Do filho, que casar-se não queria.
(...)"
Luís Vaz de Camões

A história de amor de D. Pedro e Inês em vídeo:

Retrato de Carlota Joaquina

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Artista: Domingos António de Sequeira (1768–1837)

Retrato de D. Carlota Joaquina, Rainha de Portugal

Ano de 1802(1802) a 1806(1806)

Técnica: Óleo sobre tela

Dimensões: 102 × 77 cm (40.16 × 30.31 in)

Localização atual
Museu de Arte de São Paulo
São Paulo, Brazil

Carlota Joaquina

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Segundo a biografia oficial…

22752571.3f12b9De personalidade forte, Carlota era filha do rei Carlos IV da Espanha com D. Maria Teresa de Bourbon e nasceu em 25 de Abril de 1775. Casou-se em 1785,  aos 10 anos, com o príncipe D. João, filho de D. Maria I. Após a morte do irmão mais velho de D. João, este se tornou o herdeiro.

Aliou-se aos frades, aos nobres, aos que se mostravam pouco simpáticos ao novo regime, urdia a conspiração chamada da rua Formosa, destinada a destruir a Constituição. Falhando esse plano, as cortes de 15 de maio de 1822 decidiram deportar a Rainha para o palácio do Ramalhão, por ela se recusar a jurar a Constituição. Opondo-se abertamente à Revolução liberal do Porto, de 24 de Agosto de 1820, foi a figura mais notável do País a recusar-se a jurar a Constituição de 1822, juntamente com o cardeal-patriarca de Lisboa, D. Carlos da Cunha e Menezes.

200px-DomJoao6_CarlotaJoaquina Neste retiro do Ramalhão desejou ainda a queda da Constituição; e com D. Miguel, que ela educara, e com quem vivia intimamente, conseguiu realizar o movimento conhecido por Vilafrancada em 26 de maio. Derrubada a Constituição e dissolvidas as cortes, foi levantado o desterro da rainha, e D. João VI a foi buscar à quinta do Ramalhão, conduzindo-a ao paço da Bemposta.

Mais tarde, a rainha foi exilada para Queluz, vivendo separada do rei (que vivia no Palácio da Bemposta, em Lisboa), onde continuou a exercer intensa atividade política.

Após a Vilafrancada, o rei acabou por suspender a constituição, prometendo não obstante para breve a convocação de novas eleições, a fim de se redigir um novo texto constitucional. Foi então buscar a esposa no retiro e durante alguns meses, reinou a harmonia entre os dois.

e-3551-p_0001_t24-C-R0075A 10 de março de 1826 faleceu D. João VI, tendo previamente nomeado regência presidida por sua filha, a infanta D. Isabel Maria, e composta do cardeal patriarca, Duque de Cadaval, Marquês de Valada, Conde dos Arcos e os seus ministros de Estado.

Instituira uma ordem exclusivamente destinada às senhoras, com a autorização do príncipe regente, seu marido, por decreto de 4 de novembro de 1801, com a designação de Ordem das Damas Nobres de Santa Isabel, cujos estatutos foram confirmados pelo alvará de 25 de abril de 1804.

Durante o governo de D. Miguel, em 1828, auxiliou-o quanto pôde, mas por pouco tempo, na tarefa da governação, pois faleceu em 1830, em Queluz. Jaz no Panteão dos Braganças, no mosteiro de São Vicente de Fora em Lisboa.

10 vezes Ana Bolena

Natalie Dormer na série The Tudors (2007)

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Natale Portman em The Other Boleyn Girl (2008)

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Helena Bonham Carter em Henry VIII (2003)

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Julia Marsen no documentário Anne Boleyn (2001)

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Barbara Kellerman em The Famous History of the Life of King Henry the Eighth (1979)

Barbara Kellerman 1979

Charlotte Rampling em The Six Wives of Henry VIII (1972)

Charlotte Rampling 1972

Genevieve Bujold em Anne of the Thousand Days (1969)

Genevieve Bujold 1969

Merle Oberon em The Private Life of Henry VIII (1933)

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Henny Porten em Anne Boleyn (1920)

Henny Porten 1920

Laura Cowie em Henry VIII (1911)

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Anna Bolena, ascensão e queda

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Se tem alguém que subiu aos céus e desceu ao inferno na terra, esse alguém foi Anne Boleyn. Anne ficou conhecida como a segunda esposa de Henrique VIII, aquela que teve seu pescoço arrancado depois de ser condenada por traição. Vamos aos fatos:

Ascensão:

Anne Anne nasceu em Noffolk, por volta de 1507, mas algumas fontes indicam 1501. Filha de Tomás Bolena, que se tornou o Conde de Wiltshire e de Isabel Howard, teve suas primeiras lições nos Países Baixos. Jovem ainda, foi para a corte de Margarida da Áustria. Logo em seguida, por volta de 1514, foi para a corte da rainha Cláudia de Valois na França. Lá ela aprendeu francês fluentemente.

Voltou à Inglaterra por volta de 1522, quando começou a trabalhar à serviço de Catarina de Aragão, primeira esposa do rei Henrique VIII. Sua irmã Maria Bolena, tornou-se amante do rei, enquanto isso. Anne chegou a noivar com o conde de Northumberland, mas o casamento nunca se realizou por razões desconhecidas.

Anne logo chamou a atenção do rei e sua irmã Maria Bolena deixou de ter a atenção do rei. Ao contrário de sua irmã, não aceitou simplesmente ser sua amante, e iniciou um jogo de sedução com o mesmo. Henrique VIII apaixonou-se perdidamente por Anne, e, já cansado de Catarina (que não conseguia lhe dar os filhos homens que desejava), pediu a anulação do casamento.

Anne se tornou a mulher mais poderosa da Inglaterra, enquanto o rei se esmerava em conseguir a anulação do casamento. Seu pai recebeu o Condado de Ormonde e Jorge, seu irmão, se tornou o Visconde Rochford. Mas o povo, que amava Catarina, a odiava em igual proporção.

Em 1533 ela finalmente se casou com Henrique, no Palácio de Whitehall. O casamento do rei com Catarina havia sido considerado nulo pelo tribunal especial do Priorado de Dunstable. Apenas cinco dias depois, o casamento do rei com Anne foi considerado válido. Anne se tornava a Rainha da Inglaterra, depois da cerimônia de coroação na Abadia de Wstminter. O povo mostrava seu desagrado com o rei. Henrique foi excomungado pelo Pap Clemente VII. Em 7 de setembro de 1533, nascia Elizabeth, sua única filha. O rei ainda estava esperançoso em ter um filho.

Queda


Queen_Anne_Boleyn_2 Depois de várias gestações sem sucesso, seu poder começava a cair. O rei tinha verdadeira obsessão em conseguir um herdeiro, e após Anne perder mais uma criança, o rei resolveu se separar da mesma. Em Janeiro de 1536, Catarina de Aragão morreu de doença prolongada, provavelmente câncer, e Anne foi ao evento vestida de amarelo quando o resto da corte, incluindo Henrique VIII, se encontrava de luto pela Princesa de Gales. O rei já começara um romance com uma jovem chamada Jane Seymour, aia de Anne.
Começava a queda de Anne, que tinha muitos inimigos e foi presa na Torre de Londres, acusada, juntamente com o seu irmão Jorge, de, entre outras coisas: adultério, incesto e alta traição. Tudo armado, testemunhas e fatos forjados, e Anne foi condenada à morte. Seu casamento com o rei também foi anulado.

Morte

ana-bolena Anne exigiu um carrasco francês em sua execução, pois dizia que uma Rainha não curva a cabeça para ninguém em nenhuma situação. Os carrascos ingleses utilizavam um machado e a vítima ficava ajoelhada. Em 19 de maio de 1536 Anne foi executada ao lado da Torre Branca, onde hoje se encontra as Casernas de Waterloo. Usava um saiote vermelho sob um avulso, um vestido de tordilha de damasco aparado na pele e um manto de arminho. Dizem que não demonstrava estar infeliz.


Seu corpo e a cabeça foram enterrados num túmulo desmarcado na Capela Real de São Pedro ad Vincula. O seu esqueleto foi identificado durante a renovação da capela, no reinado da Rainha Vitória e o local de repouso de Ana está marcado no chão em mármore.

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