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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Eu bebo sim... e vou vivendo...


Jorge IV da Inglaterra era conhecido por ser um bon vivant sofisticado que tinha bom gosto para decoração e tinha estilo. Tinha tudo para ser amado, mas não foi.
Caricatura de Jorge IV feita por Jaime Gillray

O rei era famoso por ser chegado em uma manguaça e também por não rejeitar comida. Só não foi o monarca mais gordo da Inglaterra porque na sua frente havia a Rainha Ana.
Numa leva era capaz de comer de uma vez só dois pombos, mais três porções de carne acompanhado de garrafas de champanhe. O copo era seu amigo constante, e nessas horas ele transformava de um doce ao mais amargo fanfarrão, sendo capaz de destruir a mais bela festa com seus porres cada vez mais constantes..

Mas a bebida logo cobrou seu preço, e ele foi envelhecendo precocemente e virando alvo de pilhérias. Além disso, por não ser amado por seu povo, era constantemente chacoalhado pela imprensa que chegava a dizer que ele preferia a bebida e uma garota à política.

Durante a velhice os hábitos não mudaram e sua morte chegou até mesmo a ser comemorada. A Times colocou no editorial no dia seguinte à sua morte: "Que olho chorou por ele? Que coração palpitou uma vez sequer de pena sincera (...) por esse leviatã do haut ton, Jorge IV?"

sábado, 21 de setembro de 2013

O que é o cinema, não é minha gente?

Quando é que Henrique VIII poderia suspeitar que seria interpretado por essa magnitude que é o Jonathan Rhys Meyers. Se não, compare as duas pessoas:

 Jonathan





e o verdadeiro rei:




A vida é mesmo injusta não?

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Solteira sim, e ai de quem reclamar!


Elizabeth I gostava demais do poder para dividi-lo com um homem. Costumava dizer em alto e bom som: "Sou casada com a Inglaterra!". Sei...
Sua vida sexual quase inexistente fazia dela uma pessoa amarga, principalmente quando dava de cara com alguma pessoa com uma vida plena..., se é que vocês me entendem...

 O pior nem é isso, minha gente, mas a exigência que ela fazia para que suas damas de companhia fossem tão encalhadas quanto ela. Pode isso? 

Daí tome exercícios diários e muita conversa pra desviar os pensamentos maravilhosamente pecaminosos. Para vocês terem uma ideia, uma de suas damas noivou e pediu a ela seu aval para o casamento. "Liz" levou apenas dez anos para aprovar. E ache bom. 


Pior foi uma pobre coitada que quis dar uma de espertinha e passou por cima da ordem da soberana. A Rainha Virgem se irritou terrivelmente a ponto de arrancar o dedinho dela. Isso tudo para servir de exemplo para quem mais quisesse seguir o exemplo....
E quem era louco de desobedecer?

sábado, 8 de janeiro de 2011

Pegadinha do Retrato

Henrique VIII também foi uma das vítimas do retrato mentiroso. Em 1540 ele buscava sua quarta esposa, e pedindo conselho a Francisco I da França, acabou recebendo o retrato de cinco jovens nobres. Não se agradou muito ao ver as imagens nos retratos e pediu pra que elas fossem mandadas para ele fazer um exame pessoal. O louco achava que não tinha nada demais em colocar nobres damas em fileira enquanto ele as examinava e escolhia a noiva. Diante de tão sem noçãozice, Francisco respondeu que na França não há essa tradição de enviar donzelas para serem examinadas como se fossem prostitutas.

Diante disso, Henrique voltou de novo às fotos e achou uma que lhe interessava: Ana de Cleves. Depois de um enorme tempo arrumando o casamento, ele correu ao encontro da noiva com o coração na boca e o que encontrou não foi nada parecido com o que há nesse retrato:



Ana tinha o rosto marcado pela varíola ao invés da linda cútis mostrada. O rei repetiu para várias pessoas que nunca tinha se sentido “tão desalentado em sua vida com uma jovem tão diferente do que lhe fora mostrado" .

Apesar de apelidá-la de “égua de Flandres”, ele teve que se casar com ela,  mas não conseguiu consumar  o casamento. Na verdade, ele parecia não se sentir tão melhor quanto suas vítimas levadas ao cadafalso para perderem suas cabeças.

Acabou sobrando para Thomas Cromwell, o alcoviteiro, que intermediara o casamento. No dia seguinte, quando ele perguntou ao rei como tinha sido a noite de núpcias, e se ele tinha apreciado a noiva,  recebeu a seguinte resposta:

"Com certeza, meu lorde, se antes não gostava muito dela, agora gosto ainda menos! Não possui nenhum traço de beleza e cheira horrivelmente mal. Pensei que não fosse virgem em virtude dos seios caídos e outras características, e ao tocá-los senti um choque tão profundo que não quis nem tive coragem de provar o resto. Não tenho apetite para coisas repulsivas. Deixei-a tão virgem como a encontrei."



Henrique, que já não era lá essas coisas de bonito, nem teria motivos para exigir alguma coisa. Na época tinha uma barriga que somava 142cm e uma ferida que nunca se fechava (e fedia) na perna.

Resultado do casamento: Ana e Henrique se divorciaram, e foram amigos até  a morte dele. Thomas, o alcoviteiro, terminou  sendo o alvo da raiva do rei, com sua linda cabecinha sendo cortada.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Com tanto jeito pra morrer…

Jorge II foi o último monarca britânico. Nascido na Alemanha, em 30 de outubro de 1683, ele era considerado um grande guerreiro, afinal, liderou suas tropas em batalha.

george ii

Mesmo assim ele sofria um bocado no que tangia à sua dignidade. Até seu filho ria de seu sotaque muito carregado. Outra característica dele era que nenhuma mulher lhe escapava… desde que fosse gorda e feia ao extremo…

Sua esposa, Carolina de Ansbach, era tão sua amiga, que sabia e compartilhava das aventuras do marido. Ele lhe escrevia contando detalhes sobre sua vida amorosa. Carolina é essa bonitinha aí embaixo:

QCA

Certa vez, o rei se empolgou tanto com uma amante, que resolveu levar ela de Hanover para  a Inglaterra. E ainda mandou uma cartinha para a esposa, dizendo que “você vai amar Walmoden, pois ela me ama”. Infelizmente não encontrei uma só foto da cidadã, mas dizem que ela era tão feia, tão feia que o rei, mais uma vez, virou motivo de chacota.

O que Jorge não esperava era que de tudo o que viveu, sua morte superaria, de longe, todo o “glamour” de sua vida real:

Em 1760 o rei morreu no banheiro. Isso mesmo, fazendo isso que você está imaginando.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Fantasma do Rei Henrique VIII?

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Henrique VIII não foi um sujeito muito fácil não. Quem assistiu The Tudors ou leu alguns dos livros disponíveis no mercado sobre o assunto (indico o As Seis Mulheres de Henrique VIII) sabe que o danado era complicadinho. Acho mesmo que tinha algum tipo de distúrbio. Seis mulheres, algumas executadas, outras rejeitadas (e sortudas), além de muitos amigos sendo mortos sem motivo aparente, além de uma igreja partida (Católica x Anglicana) e outros disparates.

Mas não era isso que eu queria falar. Acabei me excedendo. O que eu queria dizer é que filmaram no Hampton Court alguém que estão jurando que é o fantasma do Rei Henrique VIII. Bom, nunca vi fantasma abrir porta, mas vai que é né? Olha aí embaixo e depois me diz alguma coisa:

O Que Usar Em Sua Execução

 

Ok, alguns dirão que trata-se de um assunto meio macabro, mas a curiosidade existe, certo? Vi em no blog Raucousroyals uma matéria falando sobre as roupas que algumas pessoas famosas usavam durante sua execução. Resolvi adaptar o texto aqui pra vocês. Olha que bacana:

Rei Charles I : roupas quentinhas 

King Charles 1,with a Letter in His Hands

O Rei Charles I da Inglaterra quis ficar bem aquecido. Para isso usou duas camisas pesadas, pois ele estava muito preocupado em não sentir frio e ficar tremendo, o que, de alguma maneira, poderia fazer as pessoas pensarem erroneamente que ele estava com medo. Ele também não queria que seu cabelo ficasse desarrumado e pediu para seu carrasco ser cuidadoso.

 

Rainha Ana Bolena: Discrição e Rainha até o fim

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Ana Bolena, segunda esposa do Rei Henrique VIII escolheu ir para seu último momento com roupas sóbrias. Optou por um vestidinho solto, cinza escuro e um arminho cobrindo os ombros e decotes. Ela enfeitou a sua cabeça com uma touquinha (que era muito usada por sua rival Jane Seymour). Ah, pediu para sua cabeça ser cortada não com um machado, utilizado na Inglaterra, mas por uma espada, método usado na França. O motivo para isso é que Ana era uma Rainha, e rainhas não abaixam a cabeça nem para morrer. É isso aí Ana.

 

Rainha Mary da Escócia: Quero ser uma Mártir

Mary Stuart

Maria Stuart escolheu uma saia carmesim, pois queria ser lembrada como uma mártir católica. Quando foi acusada de conspiração de assassinato da rainha Elizabeth, ela sabia que a morte ia trazer clamores dos países católicos. Então ela tinha que causar. Usando roupas vermelhas ela iria sair da imagem de traidora para uma de mártir. Bem pensado. Bom, sua saia depois foi queimada porque o pessoal ficou com medo que se transformasse em mais uma relíquia religiosa (tão comum naquela época).

Rainha Maria Antonieta: Simplicidade forçada e sem brioches

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Coitada de Maria Antonieta. Se os outros puderam fazer um “ahá” e escolher suas roupas para a execução, Antonieta foi proibidíssima de opinar nessa questão. Para vocês terem idéia, ela foi proibida inclusive de usar um vestido preto esfarrapado que ela usara em luto durante dois meses! Isso aconteceu porque os revolucionários não queriam de jeito nenhum que o povo tivesse algum tipo de simpatia por ela. E lá foi Antonieta, outrora tão elegante, numa carrocinha velha, usando uma camisa branca simples e um lenço sobre os ombros. Seus cabelos já haviam sido cortados para ocasião, o que, de forma prática, iria facilitar todo o trabalho da guilhotina. Coitada.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Catarina de Bragança, a infeliz

imag050204Coitadinha de D. Catarina de Bragança, a triste senhora Rainha da Inglaterra, tão traída pelo Rei Carlos II. A portuguesinha, filha de D. João IV e D. Luísa de Gusmão introduziu algumas novidades na corte britânica. Vamos a alguns fatos sobre sua vida.

Bom, primeiramente, como sabemos, casar por amor era um luxo que os reis e rainhas não tinham. Então fica difícil dizer que Catarina realmente sofria com as traições reais. Carlos II ficou conhecido, além de sua paixão pela Medicina, por suas amantes. Catarina, ao longo de 23 anos de casamento, teve que se adaptar às escapadinhas dele.

 

Do Convento para o Casamento

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Filha de D. Luísa de Gusmão (espanhola) com D. João IV, foi a quarta de sete filhos que o casal teve. De suas irmãs, foi a única sobrevivente e muito mimada por sua mãe. Já crescida, foi mandada para um convento em Alcântara. Lá aprendeu a rezar, a bordar, música e história. Saiu poucas vezes do convento, e os homens com quem falava eram da família. Assim era preparada para um casamento com um estrangeiro inglês.

Depois de alguns acertos, foi combinado seu casamento com Carlos II da Inglaterra. Foi mandada uma foto da princesa e ele se agradou. Achou-a com um ar doce, mas desconhecia que ela era pequena, gordinha e ligeiramente dentuça. O primeiro problema foi com relação à religião, já que Catarina era católica e a Inglaterra de Carlos eram anglicana desde o problema que Henrique VIII teve com a Igreja.

Mesmo assim, lá foi ela com seu dote de 2 milhões de cruzados, a Praça de Tânger na África e a pequena feitoria na Ilha de Bombaim, na Índia. Alías, foi difícil juntar esse dote, já que o país passava por dificuldades. Mas a rainha deu exemplo e vendeu suas jóias e empenhou pratas e tesouros reais. Ah, o Brasil acabou também contribuindo (como Colônia, claro). O dote foi pago em prestação.

Catarina não teve muita sorte com suas damas de companhia escolhidas. Eram mulheres aristocratas, viúvas, cheias de preocnceito e imensamente religiosas. Não serviam como conselheiras para a jovem princesa em um país estrangeiro. Apenas umas poucas foram mantidas, trazidas por ela de Portugal. As que fugiam desse estereótipo, tornavam-se amantes de seu marido. Carlos II teve inúmeras amantes, e, pelo que consta, pelo menos quinze bastardos. Como ironia, sua esposa Catarina não conseguiu lhe dar um só filho, pois suas gravidezes nunca chegavam ao fim.

Dizem que ela se apaixonou pelo marido assim que o viu. Mas quando o casamento foi consumado, ele já tinha uma amante favorita, chamada Barbara Palmer. Só com ela o rei teve seis filhos. Suas damas de companhia eram ridicularizadas por causa de suas roupas antiquadas e jeito sisudo. 

Por sua vez, Catarina se adaptou perfeitamente ao modo de se vestir inglês. Usava rendas, sedas, sapatos combiando com a roupa, jóias enormes.

 

Uma rainha infeliz?

catherine_braganza_1638_1705_hiReza a lenda que Catarina chegou à Inglaterra morrendo de febre, e lá pediu em espanhol que lhe dessem um pouquinho de chá. Ninguém sabia que diabo era isso. Eles só bebiam cerveja! Mas a novidade fez tanto sucesso, que o chá se tornou (até hoje) a bebida oficial do Reino Unido.

Ela também estranhou que a comida fosse servida em pratos de prata ou ouro. As refeições esfriavam mais rapidamente. Catarina solicitou que eles fossem substituídos por porcelana, usada há muito tempo na Inglaterra. Em 1743 foi criada a primeira fábrica de porcelana da Inglaterra.

  Catarina também levou uma orquestra de músicos portugueses para a Inglaterra.

Várias pessoas, inclusive sua cunhada Henriqueta Ana, incentivavam Catarina a pedir o divórcio, devido às constantes e humilhantes escapadas do rei. À ele também foi dado esse conselho, e o Parlamento chegou a oferecer 500.000 libras para ele fazer isso. Mas Carlos não quis. Ele dizia que não tinha motivos para tal.      

Se ela fosse assim tão infeliz, será que não teria aceitado o divórcio? Difícil de saber.

Após a morte do rei, ela ainda ficou por 9 anos na Inglaterra. Saiu depois que Jaime II subiu ao trono e começou a ver uma católica com desconfiança. Depois de anos se comunicando com os seus, pediu a D. Pedro II para regressar ao seu país de origem.

Em Portugal chegou a ser duas vezes regente, durante ausências de D. Pedro II. Morreu em 31 de dezembro de 1705. Seus restos mortais foram levados para S; Vicente de Fora em 1914 onde repousam até hoje.

 

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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Charles II da Inglaterra

 

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O rei Charles II da Inglaterra ficou conhecido como um homem que amava a diversão, e também por suas belas amantes. O curioso é que ele chegou a ter doze (isso aí), doze filhos com as amantes, mas não teve um só legítimo. Em sua morte, ele sofreu muito com uma doença renal. Abaixo, a biografia dele retirada da wikipedia:

 

Charles_II_when_Prince_of_Wales_by_William_Dobson,_1642 Charles Stuart (ou Carlos Stuart), o filho sobrevivente mais velho do rei Carlos I e Henrietta Maria, nasceu no Palácio de St. James no dia 29 de maio de 1630. Ele foi batizado na Capela Real no dia 27 de junho pelo Bispo Anglicano de Londres, William Laud. Ao nascer tornou-se automaticamente em Duque da Cornualha e de Rothesay; aos oito anos foi nomeado como Príncipe de Gales.

Durante os 1640s, quando Carlos ainda era jovem, seu pai brigou com forças puritanas do Parlamento na Guerra Civil. Carlos acompanhou seu pai durante a Batalha de Edgehill e, aos 14 anos, participou nas campanhas de 1645, quando foi nomeado comandante titular das forças inglesas no oeste do país. Na primavera de 1646, seu pai estava perdendo a guerra, e Carlos deixou o país devido pois seria inseguro ficar ali e foi primeiro para a Sicília, depois para Jersey, e finalmente para a França.

Em 1648, durante a Segunda Guerra Civil, Carlos mudou-se para Haia, onde sua irmã Maria (Princesa Real e Princesa de Orange) e seu cunhado Guilherme II com a idéia de ajudar seu pai. Entretanto, seu pai foi executado em 1649. Em Haia, Carlos teve um filho com Lucy Walter, James Scott.
Carlos II quando ainda era Príncipe de Gales retratado por William Dobson

Em 5 de fevereiro de 1649, Carlos II foi proclamado rei dos escoceses em Edimburgo, sob a promessa entre Inglaterra e Escócia que impediria remodelar a Igreja da Escócia a imagem da Anglicana, devendo manter-se no presbiterianismo (forma preferida pela maioria dos escoceses).

Carlos II chegou à Escócia em 23 de junho de 1650. Pelo seu abandono ao Anglicanismo, tornou-lhe impopular na Inglaterra. Foi coronado como rei dos escoceses em Scone (Perthshire), em 1 de janeiro de 1651, e depois organizou uma ofensiva contra Inglaterra, na época sob governo do Lord Protector, Oliver Cromwell. A invasão terminou com a derrota na batalha de Worcester (1651), com Carlos II fugindo logo em seguida rumo à França. O Parlamento ofereceu uma recompensa de 1000 £ pela cabeça do rei e impôs pena de morte a qualquer um que lhe prestasse ajuda.

Empobrecido, Carlos tentou reunir apoio para ir contra o Lord Protector. França e as Províncias Unidas (a atual Holanda ou Países Baixos) aliaram-se com o governo de Cromwell, forçando Carlos a recorrer a Espanha pedindo ajuda. Tentou recrutar um exército, mas fracassou devido a suas penúrias económicas.

Restauração

Mesmo com a morte de Oliver Cromwell em 1658, as oportunidades de Carlos II para recuperar a Coroa pareciam minguar. Cromwell foi sucedido pelo seu filho, Richard Cromwell, como Lord Protetor, mas este era um homem sem dom para a liderança e nem deseja de exerce-la e acabou abdicando em 1659. O Protetorado da Inglaterra foi abolido e foi estabelecido a Commonwealth. Durante o período de instabilidade civil e militar que seguiu-se, George Monck, governador da Escócia, preocupado com a ameaça do anarquismo que corria a nação, determinou que o melhor seria restaurar a monarquia. Monck e seu exército marcharam até Londres onde, com amplo apoio popular, forçaram o chamado Parlamento Largo a dissolver-se. Pela primeira vez em quase vinte anos os membros do Parlamento tiveram que enfrentar uma eleição geral.

Isso resultou em uma Câmara dos Comuns eleita com claro predomínio da facção realista. A nova assembléia, denominada Parlamento da Convenção, pouco depois de seu constituição em 25 de abril de 1660, teve notícias da Declaração de Breda (8 de maio de 1660), na que Carlos concordava, entre outras cosas, em perdoar muitos dos inimigos de seu pai. Como conseqüência, o Parlamento decretou de imediato que Carlos II seria o soberano legítimo desde a execução de Carlos I em 1649.

Carlos partiu para a Inglaterra, desembarcando em Dover em 23 de maio de 1660. Chegou em Londres em 29 de maio, data considerada como a oficial da Restauração. Ainda que tenha decretado uma anistia para os seguidores de Cromwell na Acta de Imunidade, não perdoou aos juízes e autoridades envolvidas no julgamento de seu pai. Alguns foram executados em 1660; outros condenados a prisão perpétua.

Em 1665, Carlos teve que lidar com grandes problemas: epidemia de peste negra e incêndio de Londres.

charles iiA peste negra (1665-1666) matou um quinto da população de Londres. Provavelmente chegou a cidade trazida pelos navios transportando algodão vindos de Amesterdão. A peste negra atingia intermitentemente a Holanda desde 1654. As áreas das docas de Londres foram as primeiras a ser atingidas pelo ataque da peste negra. Com a peste negra tomando conta de Londres, a família real e sua corte deixou a cidade rumo a Oxford. Várias medidas sanitárias foram tomadas, médicos foram contratados e detalhes de sepultamentos das vítimas foram organizados.

Em setembro de 1666, entre os dias 2 e 5, Londres foi atingida por um grande incêndio. O incêndio atingiu mais de 13.000 casas e 87 igrejas, entre elas a Catedral de St. Paul. Não se sabe exatamente o número de mortos, mas estima-se que não foi grande.

Política exterior

Em 21 de maio de 1662, Carlos II casou-se com a princesa Catarina de Bragança de origem portuguesa. O matrimônio não produziu descendentes. Durante o mesmo ano, Carlos vendeu Dunquerque ao rei francês Luís XIV por 40.000 £.
O rei Carlos II

Agradecido pela ajuda prestada para recuperar o trono, Carlos recompensou oito nobres (conhecidos como Lordes Proprietários) com territórios na América do Norte mais precisamente em Carolina (batizada assim em homenagem a seu pai) em 1663.

As Atas de Navegação (1650), prejudicaram o comércio da Holanda e foram a causa da Segunda Guerra Holandesa (1665-1667). O conflito começou pela captura na América do Norte, por parte dos ingleses, de Nova Amsterdã (depois rebatizada com o nome de Nova York, em homenagem ao irmão de Carlos, James, Duque de York, o futuro Jaime II, mas em 1667 os holandeses fizeram um ataque surpresa contra os ingleses na parte superior do Tâmisa, onde ficava o melhor da Armada britânica. Os holandeses afundaram quase todos os navios, exceto a Nave Almirante, a qual tomaram e conduziram até a Holanda como troféu. A Segunda Guerra Holandesa terminou com a assinatura do Tratado de Breda (1667)

Em 1668, a Inglaterra aliou-se com a Suécia e com sua anterior inimiga, a Holanda, a fim de oponer-se a Luís XIV na Guerra da Devolução. Luís foi obrigado a fazer as pazes com esta Tríplice, mas manteve seus planos bélicos. Em 1670 Carlos II assinou o Tratado de Dover, pelo qual Luís XIV se comprometia a pagar-lhe 200.000 £ anuais. Em troca, Carlos concordava a ceder a Luís tropas e converter-se ao Catolicismo. Carlos Ii tentou manter o Tratado em segredo, especialmente a cláusula referente a sua conversão.

Em 1670, Carlos II concedeu à Companhia Britânica das Índias Orientais o direito capitanear exércitos e formar alianças, declarar guerra ou estabelecer a paz e a exercer a jurisdição tanto civil como criminal nas zonas nas quais a companhia operava.

Conflito com o Parlamento

0000BlogCharlesIIEm 1672, Carlos II assinou a Declaração de Indulgência, na qual manifestava sua intenção de suspender todas as leis que penalizavam os católicos e a outros dissidentes religiosos. No mesmo ano, ele apoiou abertamente a França católica (a epóca governada por seu primo Luís XIV) e iniciou a Terceira Guerra Anglo-Holandesa.

O Parlamento (contrário a conceder tolerância religiosa aos católicos) opôs-se à Declaração de Indulgência e negou-se a financiar a Guerra Anglo-Holandesa, obrigando Carlos a firmar a paz em 1674.

Em 1678, Titus Oates, um antigo clérigo anglicano, denunciou falsamente uma "conspiração papal" para assassinar o rei e substituí-lo pelo Duque de York. A histeria anticatólica estendeu-se pela população com vários supostos conspiradores, e numerosos inocentes foram executados. Carlos II ordenou a seu Primeiro Ministro, Thomas Osborne, o Conde de Danby, que investigasse o caso. Posteriormente, ainda em 1678, o Conde Danby foi submetido a uma moção de censura pela Câmara dos Comuns sob a acusação de alta traição. A fim de salvar o Conde Danby do julgamento, Carlos decidiu dissolver o Parlamento em janeiro de 1679. O novo Parlamento, constituído em março de 1679, resultou ser francamente hostil ao rei. Danby foi forçado a se demitir, mas recebeu o perdão real.

 Morte

Outro problema político que Carlos II enfrentou foi referente a sucessão ao trono. O Parlamento se opunha à perspectiva de um monarca católico. Anthony Ashley Cooper, Conde de Shaftesbury, propôs uma Lei de Exclusão, que pretendia tirar Jaime,o Duque de York, da linha sucessória. Alguns quiseram inclusive oferecer a coroa ao protestante James Scott, Duque de Monmouth, um dos filhos ilegítimos de Carlos. Dentre os que opunham a Lei de Exclusão formaram o Partido Tory (ou Partido Conservador), enquanto que os que apoiavam se coverteram no Partido Whig (Partido Liberal). Temendo que a Lei fosse aprovada, Carlos II dissolveu o parlamento em dezembro de 1679.

Carlos morreu repentinamente vítima de uremia em 6 de fevereiro de 1685. Antes de morrer converteu-se ao catolicismo e recebeu a unção dos enfermos. Ele foi sucedido pelo irmão, o Duque de York.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

10 vezes Ana Bolena

Natalie Dormer na série The Tudors (2007)

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Natale Portman em The Other Boleyn Girl (2008)

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Helena Bonham Carter em Henry VIII (2003)

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Julia Marsen no documentário Anne Boleyn (2001)

Julia Marsen 2001

Barbara Kellerman em The Famous History of the Life of King Henry the Eighth (1979)

Barbara Kellerman 1979

Charlotte Rampling em The Six Wives of Henry VIII (1972)

Charlotte Rampling 1972

Genevieve Bujold em Anne of the Thousand Days (1969)

Genevieve Bujold 1969

Merle Oberon em The Private Life of Henry VIII (1933)

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Henny Porten em Anne Boleyn (1920)

Henny Porten 1920

Laura Cowie em Henry VIII (1911)

Laura Cowie 1911

Anna Bolena, ascensão e queda

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Se tem alguém que subiu aos céus e desceu ao inferno na terra, esse alguém foi Anne Boleyn. Anne ficou conhecida como a segunda esposa de Henrique VIII, aquela que teve seu pescoço arrancado depois de ser condenada por traição. Vamos aos fatos:

Ascensão:

Anne Anne nasceu em Noffolk, por volta de 1507, mas algumas fontes indicam 1501. Filha de Tomás Bolena, que se tornou o Conde de Wiltshire e de Isabel Howard, teve suas primeiras lições nos Países Baixos. Jovem ainda, foi para a corte de Margarida da Áustria. Logo em seguida, por volta de 1514, foi para a corte da rainha Cláudia de Valois na França. Lá ela aprendeu francês fluentemente.

Voltou à Inglaterra por volta de 1522, quando começou a trabalhar à serviço de Catarina de Aragão, primeira esposa do rei Henrique VIII. Sua irmã Maria Bolena, tornou-se amante do rei, enquanto isso. Anne chegou a noivar com o conde de Northumberland, mas o casamento nunca se realizou por razões desconhecidas.

Anne logo chamou a atenção do rei e sua irmã Maria Bolena deixou de ter a atenção do rei. Ao contrário de sua irmã, não aceitou simplesmente ser sua amante, e iniciou um jogo de sedução com o mesmo. Henrique VIII apaixonou-se perdidamente por Anne, e, já cansado de Catarina (que não conseguia lhe dar os filhos homens que desejava), pediu a anulação do casamento.

Anne se tornou a mulher mais poderosa da Inglaterra, enquanto o rei se esmerava em conseguir a anulação do casamento. Seu pai recebeu o Condado de Ormonde e Jorge, seu irmão, se tornou o Visconde Rochford. Mas o povo, que amava Catarina, a odiava em igual proporção.

Em 1533 ela finalmente se casou com Henrique, no Palácio de Whitehall. O casamento do rei com Catarina havia sido considerado nulo pelo tribunal especial do Priorado de Dunstable. Apenas cinco dias depois, o casamento do rei com Anne foi considerado válido. Anne se tornava a Rainha da Inglaterra, depois da cerimônia de coroação na Abadia de Wstminter. O povo mostrava seu desagrado com o rei. Henrique foi excomungado pelo Pap Clemente VII. Em 7 de setembro de 1533, nascia Elizabeth, sua única filha. O rei ainda estava esperançoso em ter um filho.

Queda


Queen_Anne_Boleyn_2 Depois de várias gestações sem sucesso, seu poder começava a cair. O rei tinha verdadeira obsessão em conseguir um herdeiro, e após Anne perder mais uma criança, o rei resolveu se separar da mesma. Em Janeiro de 1536, Catarina de Aragão morreu de doença prolongada, provavelmente câncer, e Anne foi ao evento vestida de amarelo quando o resto da corte, incluindo Henrique VIII, se encontrava de luto pela Princesa de Gales. O rei já começara um romance com uma jovem chamada Jane Seymour, aia de Anne.
Começava a queda de Anne, que tinha muitos inimigos e foi presa na Torre de Londres, acusada, juntamente com o seu irmão Jorge, de, entre outras coisas: adultério, incesto e alta traição. Tudo armado, testemunhas e fatos forjados, e Anne foi condenada à morte. Seu casamento com o rei também foi anulado.

Morte

ana-bolena Anne exigiu um carrasco francês em sua execução, pois dizia que uma Rainha não curva a cabeça para ninguém em nenhuma situação. Os carrascos ingleses utilizavam um machado e a vítima ficava ajoelhada. Em 19 de maio de 1536 Anne foi executada ao lado da Torre Branca, onde hoje se encontra as Casernas de Waterloo. Usava um saiote vermelho sob um avulso, um vestido de tordilha de damasco aparado na pele e um manto de arminho. Dizem que não demonstrava estar infeliz.


Seu corpo e a cabeça foram enterrados num túmulo desmarcado na Capela Real de São Pedro ad Vincula. O seu esqueleto foi identificado durante a renovação da capela, no reinado da Rainha Vitória e o local de repouso de Ana está marcado no chão em mármore.

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