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terça-feira, 14 de setembro de 2010

Catarina de Bragança, a infeliz

imag050204Coitadinha de D. Catarina de Bragança, a triste senhora Rainha da Inglaterra, tão traída pelo Rei Carlos II. A portuguesinha, filha de D. João IV e D. Luísa de Gusmão introduziu algumas novidades na corte britânica. Vamos a alguns fatos sobre sua vida.

Bom, primeiramente, como sabemos, casar por amor era um luxo que os reis e rainhas não tinham. Então fica difícil dizer que Catarina realmente sofria com as traições reais. Carlos II ficou conhecido, além de sua paixão pela Medicina, por suas amantes. Catarina, ao longo de 23 anos de casamento, teve que se adaptar às escapadinhas dele.

 

Do Convento para o Casamento

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Filha de D. Luísa de Gusmão (espanhola) com D. João IV, foi a quarta de sete filhos que o casal teve. De suas irmãs, foi a única sobrevivente e muito mimada por sua mãe. Já crescida, foi mandada para um convento em Alcântara. Lá aprendeu a rezar, a bordar, música e história. Saiu poucas vezes do convento, e os homens com quem falava eram da família. Assim era preparada para um casamento com um estrangeiro inglês.

Depois de alguns acertos, foi combinado seu casamento com Carlos II da Inglaterra. Foi mandada uma foto da princesa e ele se agradou. Achou-a com um ar doce, mas desconhecia que ela era pequena, gordinha e ligeiramente dentuça. O primeiro problema foi com relação à religião, já que Catarina era católica e a Inglaterra de Carlos eram anglicana desde o problema que Henrique VIII teve com a Igreja.

Mesmo assim, lá foi ela com seu dote de 2 milhões de cruzados, a Praça de Tânger na África e a pequena feitoria na Ilha de Bombaim, na Índia. Alías, foi difícil juntar esse dote, já que o país passava por dificuldades. Mas a rainha deu exemplo e vendeu suas jóias e empenhou pratas e tesouros reais. Ah, o Brasil acabou também contribuindo (como Colônia, claro). O dote foi pago em prestação.

Catarina não teve muita sorte com suas damas de companhia escolhidas. Eram mulheres aristocratas, viúvas, cheias de preocnceito e imensamente religiosas. Não serviam como conselheiras para a jovem princesa em um país estrangeiro. Apenas umas poucas foram mantidas, trazidas por ela de Portugal. As que fugiam desse estereótipo, tornavam-se amantes de seu marido. Carlos II teve inúmeras amantes, e, pelo que consta, pelo menos quinze bastardos. Como ironia, sua esposa Catarina não conseguiu lhe dar um só filho, pois suas gravidezes nunca chegavam ao fim.

Dizem que ela se apaixonou pelo marido assim que o viu. Mas quando o casamento foi consumado, ele já tinha uma amante favorita, chamada Barbara Palmer. Só com ela o rei teve seis filhos. Suas damas de companhia eram ridicularizadas por causa de suas roupas antiquadas e jeito sisudo. 

Por sua vez, Catarina se adaptou perfeitamente ao modo de se vestir inglês. Usava rendas, sedas, sapatos combiando com a roupa, jóias enormes.

 

Uma rainha infeliz?

catherine_braganza_1638_1705_hiReza a lenda que Catarina chegou à Inglaterra morrendo de febre, e lá pediu em espanhol que lhe dessem um pouquinho de chá. Ninguém sabia que diabo era isso. Eles só bebiam cerveja! Mas a novidade fez tanto sucesso, que o chá se tornou (até hoje) a bebida oficial do Reino Unido.

Ela também estranhou que a comida fosse servida em pratos de prata ou ouro. As refeições esfriavam mais rapidamente. Catarina solicitou que eles fossem substituídos por porcelana, usada há muito tempo na Inglaterra. Em 1743 foi criada a primeira fábrica de porcelana da Inglaterra.

  Catarina também levou uma orquestra de músicos portugueses para a Inglaterra.

Várias pessoas, inclusive sua cunhada Henriqueta Ana, incentivavam Catarina a pedir o divórcio, devido às constantes e humilhantes escapadas do rei. À ele também foi dado esse conselho, e o Parlamento chegou a oferecer 500.000 libras para ele fazer isso. Mas Carlos não quis. Ele dizia que não tinha motivos para tal.      

Se ela fosse assim tão infeliz, será que não teria aceitado o divórcio? Difícil de saber.

Após a morte do rei, ela ainda ficou por 9 anos na Inglaterra. Saiu depois que Jaime II subiu ao trono e começou a ver uma católica com desconfiança. Depois de anos se comunicando com os seus, pediu a D. Pedro II para regressar ao seu país de origem.

Em Portugal chegou a ser duas vezes regente, durante ausências de D. Pedro II. Morreu em 31 de dezembro de 1705. Seus restos mortais foram levados para S; Vicente de Fora em 1914 onde repousam até hoje.

 

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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Charles II da Inglaterra

 

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O rei Charles II da Inglaterra ficou conhecido como um homem que amava a diversão, e também por suas belas amantes. O curioso é que ele chegou a ter doze (isso aí), doze filhos com as amantes, mas não teve um só legítimo. Em sua morte, ele sofreu muito com uma doença renal. Abaixo, a biografia dele retirada da wikipedia:

 

Charles_II_when_Prince_of_Wales_by_William_Dobson,_1642 Charles Stuart (ou Carlos Stuart), o filho sobrevivente mais velho do rei Carlos I e Henrietta Maria, nasceu no Palácio de St. James no dia 29 de maio de 1630. Ele foi batizado na Capela Real no dia 27 de junho pelo Bispo Anglicano de Londres, William Laud. Ao nascer tornou-se automaticamente em Duque da Cornualha e de Rothesay; aos oito anos foi nomeado como Príncipe de Gales.

Durante os 1640s, quando Carlos ainda era jovem, seu pai brigou com forças puritanas do Parlamento na Guerra Civil. Carlos acompanhou seu pai durante a Batalha de Edgehill e, aos 14 anos, participou nas campanhas de 1645, quando foi nomeado comandante titular das forças inglesas no oeste do país. Na primavera de 1646, seu pai estava perdendo a guerra, e Carlos deixou o país devido pois seria inseguro ficar ali e foi primeiro para a Sicília, depois para Jersey, e finalmente para a França.

Em 1648, durante a Segunda Guerra Civil, Carlos mudou-se para Haia, onde sua irmã Maria (Princesa Real e Princesa de Orange) e seu cunhado Guilherme II com a idéia de ajudar seu pai. Entretanto, seu pai foi executado em 1649. Em Haia, Carlos teve um filho com Lucy Walter, James Scott.
Carlos II quando ainda era Príncipe de Gales retratado por William Dobson

Em 5 de fevereiro de 1649, Carlos II foi proclamado rei dos escoceses em Edimburgo, sob a promessa entre Inglaterra e Escócia que impediria remodelar a Igreja da Escócia a imagem da Anglicana, devendo manter-se no presbiterianismo (forma preferida pela maioria dos escoceses).

Carlos II chegou à Escócia em 23 de junho de 1650. Pelo seu abandono ao Anglicanismo, tornou-lhe impopular na Inglaterra. Foi coronado como rei dos escoceses em Scone (Perthshire), em 1 de janeiro de 1651, e depois organizou uma ofensiva contra Inglaterra, na época sob governo do Lord Protector, Oliver Cromwell. A invasão terminou com a derrota na batalha de Worcester (1651), com Carlos II fugindo logo em seguida rumo à França. O Parlamento ofereceu uma recompensa de 1000 £ pela cabeça do rei e impôs pena de morte a qualquer um que lhe prestasse ajuda.

Empobrecido, Carlos tentou reunir apoio para ir contra o Lord Protector. França e as Províncias Unidas (a atual Holanda ou Países Baixos) aliaram-se com o governo de Cromwell, forçando Carlos a recorrer a Espanha pedindo ajuda. Tentou recrutar um exército, mas fracassou devido a suas penúrias económicas.

Restauração

Mesmo com a morte de Oliver Cromwell em 1658, as oportunidades de Carlos II para recuperar a Coroa pareciam minguar. Cromwell foi sucedido pelo seu filho, Richard Cromwell, como Lord Protetor, mas este era um homem sem dom para a liderança e nem deseja de exerce-la e acabou abdicando em 1659. O Protetorado da Inglaterra foi abolido e foi estabelecido a Commonwealth. Durante o período de instabilidade civil e militar que seguiu-se, George Monck, governador da Escócia, preocupado com a ameaça do anarquismo que corria a nação, determinou que o melhor seria restaurar a monarquia. Monck e seu exército marcharam até Londres onde, com amplo apoio popular, forçaram o chamado Parlamento Largo a dissolver-se. Pela primeira vez em quase vinte anos os membros do Parlamento tiveram que enfrentar uma eleição geral.

Isso resultou em uma Câmara dos Comuns eleita com claro predomínio da facção realista. A nova assembléia, denominada Parlamento da Convenção, pouco depois de seu constituição em 25 de abril de 1660, teve notícias da Declaração de Breda (8 de maio de 1660), na que Carlos concordava, entre outras cosas, em perdoar muitos dos inimigos de seu pai. Como conseqüência, o Parlamento decretou de imediato que Carlos II seria o soberano legítimo desde a execução de Carlos I em 1649.

Carlos partiu para a Inglaterra, desembarcando em Dover em 23 de maio de 1660. Chegou em Londres em 29 de maio, data considerada como a oficial da Restauração. Ainda que tenha decretado uma anistia para os seguidores de Cromwell na Acta de Imunidade, não perdoou aos juízes e autoridades envolvidas no julgamento de seu pai. Alguns foram executados em 1660; outros condenados a prisão perpétua.

Em 1665, Carlos teve que lidar com grandes problemas: epidemia de peste negra e incêndio de Londres.

charles iiA peste negra (1665-1666) matou um quinto da população de Londres. Provavelmente chegou a cidade trazida pelos navios transportando algodão vindos de Amesterdão. A peste negra atingia intermitentemente a Holanda desde 1654. As áreas das docas de Londres foram as primeiras a ser atingidas pelo ataque da peste negra. Com a peste negra tomando conta de Londres, a família real e sua corte deixou a cidade rumo a Oxford. Várias medidas sanitárias foram tomadas, médicos foram contratados e detalhes de sepultamentos das vítimas foram organizados.

Em setembro de 1666, entre os dias 2 e 5, Londres foi atingida por um grande incêndio. O incêndio atingiu mais de 13.000 casas e 87 igrejas, entre elas a Catedral de St. Paul. Não se sabe exatamente o número de mortos, mas estima-se que não foi grande.

Política exterior

Em 21 de maio de 1662, Carlos II casou-se com a princesa Catarina de Bragança de origem portuguesa. O matrimônio não produziu descendentes. Durante o mesmo ano, Carlos vendeu Dunquerque ao rei francês Luís XIV por 40.000 £.
O rei Carlos II

Agradecido pela ajuda prestada para recuperar o trono, Carlos recompensou oito nobres (conhecidos como Lordes Proprietários) com territórios na América do Norte mais precisamente em Carolina (batizada assim em homenagem a seu pai) em 1663.

As Atas de Navegação (1650), prejudicaram o comércio da Holanda e foram a causa da Segunda Guerra Holandesa (1665-1667). O conflito começou pela captura na América do Norte, por parte dos ingleses, de Nova Amsterdã (depois rebatizada com o nome de Nova York, em homenagem ao irmão de Carlos, James, Duque de York, o futuro Jaime II, mas em 1667 os holandeses fizeram um ataque surpresa contra os ingleses na parte superior do Tâmisa, onde ficava o melhor da Armada britânica. Os holandeses afundaram quase todos os navios, exceto a Nave Almirante, a qual tomaram e conduziram até a Holanda como troféu. A Segunda Guerra Holandesa terminou com a assinatura do Tratado de Breda (1667)

Em 1668, a Inglaterra aliou-se com a Suécia e com sua anterior inimiga, a Holanda, a fim de oponer-se a Luís XIV na Guerra da Devolução. Luís foi obrigado a fazer as pazes com esta Tríplice, mas manteve seus planos bélicos. Em 1670 Carlos II assinou o Tratado de Dover, pelo qual Luís XIV se comprometia a pagar-lhe 200.000 £ anuais. Em troca, Carlos concordava a ceder a Luís tropas e converter-se ao Catolicismo. Carlos Ii tentou manter o Tratado em segredo, especialmente a cláusula referente a sua conversão.

Em 1670, Carlos II concedeu à Companhia Britânica das Índias Orientais o direito capitanear exércitos e formar alianças, declarar guerra ou estabelecer a paz e a exercer a jurisdição tanto civil como criminal nas zonas nas quais a companhia operava.

Conflito com o Parlamento

0000BlogCharlesIIEm 1672, Carlos II assinou a Declaração de Indulgência, na qual manifestava sua intenção de suspender todas as leis que penalizavam os católicos e a outros dissidentes religiosos. No mesmo ano, ele apoiou abertamente a França católica (a epóca governada por seu primo Luís XIV) e iniciou a Terceira Guerra Anglo-Holandesa.

O Parlamento (contrário a conceder tolerância religiosa aos católicos) opôs-se à Declaração de Indulgência e negou-se a financiar a Guerra Anglo-Holandesa, obrigando Carlos a firmar a paz em 1674.

Em 1678, Titus Oates, um antigo clérigo anglicano, denunciou falsamente uma "conspiração papal" para assassinar o rei e substituí-lo pelo Duque de York. A histeria anticatólica estendeu-se pela população com vários supostos conspiradores, e numerosos inocentes foram executados. Carlos II ordenou a seu Primeiro Ministro, Thomas Osborne, o Conde de Danby, que investigasse o caso. Posteriormente, ainda em 1678, o Conde Danby foi submetido a uma moção de censura pela Câmara dos Comuns sob a acusação de alta traição. A fim de salvar o Conde Danby do julgamento, Carlos decidiu dissolver o Parlamento em janeiro de 1679. O novo Parlamento, constituído em março de 1679, resultou ser francamente hostil ao rei. Danby foi forçado a se demitir, mas recebeu o perdão real.

 Morte

Outro problema político que Carlos II enfrentou foi referente a sucessão ao trono. O Parlamento se opunha à perspectiva de um monarca católico. Anthony Ashley Cooper, Conde de Shaftesbury, propôs uma Lei de Exclusão, que pretendia tirar Jaime,o Duque de York, da linha sucessória. Alguns quiseram inclusive oferecer a coroa ao protestante James Scott, Duque de Monmouth, um dos filhos ilegítimos de Carlos. Dentre os que opunham a Lei de Exclusão formaram o Partido Tory (ou Partido Conservador), enquanto que os que apoiavam se coverteram no Partido Whig (Partido Liberal). Temendo que a Lei fosse aprovada, Carlos II dissolveu o parlamento em dezembro de 1679.

Carlos morreu repentinamente vítima de uremia em 6 de fevereiro de 1685. Antes de morrer converteu-se ao catolicismo e recebeu a unção dos enfermos. Ele foi sucedido pelo irmão, o Duque de York.

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