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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Graças a Deus, ela se foi!!!!!

 

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Jorge IV da Grã-Bretanha evitou a todo custo entrar em um casamento infeliz. Mas acabou sendo pressionado por dívidas no país e obrigado por seu pai e pelo Parlamento, a se casar com Caroline de Brunswick.

Caroline era um amor de pessoa, do bem, super gentil. Só tinha um probleminha: não era muito conhecida por seu asseio e não se preocupava também em se vestir adequadamente.

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Quando Jorge, que era muito limpinho, foi apresentado à noiva, ficou, na melhor das palavras, aterrorizado. Frescuras à parte, começou logo a passar mal e quase que desmaia.

Diante de tal surpresa, foi realmente uma noite em tanto para Jorge, que ainda conseguiu ir uma vez na esposa, apesar de ter dito que ela tinha tantas marcas de sujeira que ele chegou a ficar nauseado. Depois disso decidiu nunca mais tocá-la.

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Mas os deuses estavam ao seu lado, pois nessa mesma noite Caroline concebeu um filho e ele estava livre de tentar outra vez deitar na mesma cama que ela.

Caroline, coitada, foi afastada da corte, e viveram separados até o fim. Quando Jorge foi coroado, em 1821, uma cena tirou o povo britânico do sério: pugilistas foram contratados para evitar a entrada de Caroline durante a coroação, apesar dos gritos dela para que a deixassem entrar e ser coroada ao lado do marido. Nadica.

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No mesmo ano, Napoleão morreu, e o rei foi informado que seu “mais temível inimigo” falecera. Sua fisionomia ficou iluminada e ele, feliz como só um iludido pode ser, exclamou em toda a felicidade que cabe aos bêbados: “Meu Deus, ela se foi!!!”

Informações retiradas do livro de Eleanor Herman – Sexo com Reis

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Quando não perde a cabeça é enterrada de cabeça pra baixo…

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Catarina Parr foi a última das esposas do rei Henrique VIII. Velho, obeso e doente, precisava mais de uma enfermeira do que de uma esposa, e Catarina, já viúva, sem filhos, servia muito bem a esse propósito.

Tudo bem que ela tinha umas convicções religiosas e mania de querer aprender as coisas e que ela quase foi mais uma das esposas do rei que teve a cabeça arrancada por isso. O monarca agonizava, e ela estava lá pronta para ler uns versinhos da bíblia ou endeusar o megalomaníaco deus Rei.

Pois bem, Catarina, além de tudo ainda teve a sorte de ser a única esposa oficial (Ana de Cleves não conta) a ver o Rei morrer!!!! Isso porque Henrique já tinha enterrado Catarina de Aragão (câncer), Ana Bolena (cabeça decepada), Jane Seymour (parto), Catarina Howard (cabeça decepada) e se divorciado de Ana de Cleves sem nem querer ver a cara da peça, que considerava horrenda. Isso vindo de um rei que estava mais ou menos assim na época:

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Catarina ficou viúva do rei aos 39 anos, e ainda deu tempo de casar-se novamente, desta vez com Thomas Seymour, por quem era apaixonada. Engravidou, embora todos pensassem que fosse estéril, e morreu após o parto. Isso foi em 1547. Ela foi enterrada na capela do castelo de Sudely, que era de sua propriedade. Lá ela foi deixada em paz… durante algum tempo:

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Por volta de 1700 já tinham esquecido quem estava enterrada por lá. Os restos mortais de Catarina foram tão abandonados que ninguém sabia mais nem dizer o local exato onde ele tinha sido enterrado ou quem diabos era Catarina. Em 1782 quem morava no castelo era um tal de John Lucas, e ele acabou achando o caixão da rainha.

Ele resolveu, como qualquer curioso, abrir o caixão pra dar uma espiadinha e qual não foi sua surpresa quando verificou que a rainha estava QUASE intacta.

Isso, meus caros. Depois de 200 anos, ela tava melhor que muita gente por aí. Mas não por muito tempo. Após um ano exposto, o cadáver começava a exalar o odor característico que qualquer um tem o direito de ter.

Enfim, o que fizeram eles? Resolveram colocar uma laje de pedra sobre a tumba dela, pra evitar que curiosos fossem lá. Mas sabe o que aconteceu?

Um grupinho de bêbados resolveu dar o ar de sua graça. Decidiram que ela, como rainha, merecia um enterro digno e decente, e o fizeram: cavaram uma cova e enterraram a pobrezinha… de cabeça pra baixo:

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A façanha só foi descoberta no século XIX, quando reencontraram seu jazigo cheinho de hera. Dessa vez resolveram realmente honrar a pobre e deixa-la descansar em paz de uma vez por todas, instalando ela em uma capela em Sudely, onde ela jaz, feliz, até hoje.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

10 Amantes reais

Algumas mulheres entraram para a história por serem rainhas, escritoras, esposas, mães ou irmãs de grandes homens, e outras como notáveis amantes dos reis.

1. Eleanor "Nell" Gwyn


Eleanor Gwyn (1650 – 1687) foi o caso mais duradouro do rei Charles II. A atriz inglesa recebeu grande reconhecimento e foi mãe de dois filhos de Charles.

 

2. Louise Renee de Penancoet de Kerouaille, Duquesa de Portsmouth





Louise foi amante de Charles II da Inglaterra. Dentre seus descendentes estão Diana (a princesa rejeitada de nosso Charles atual), Camilla e Sarah, Duquesa de York.
 
3. Henrietta Howard




Henrieta foi amante do rei George II da Britania. Deixando a posição de amante do rei, ganhou terras do seu antigo amado nas margens do Rio Tâmisa.


4. Eliza Rosanna Gilbert 

 


Atendendo pelo nome de Lola Montez, Eliza também era uma famosa cortesã e amante do Rei Luis I da Bavária. Ela recebeu o título de Condessa de Landsfeld.
 
5. Mary Boleyn






Mary foi amante do rei Henrique VIII durante algum tempo. Depois foi substituída por sua irmã Ana, que acabou se casando com o rei. Mary casou-se duas vezes.
 
6. Marie-Louise O' Murphy de Boisfaily 
 


Essa moça foi amante do rei Luis XV da França. Sua vida foi dramatizada em 1997 em “Our Lady of the Potatoes”.



7. Marie-Anne de Mailly-Nesle, Duquesa de Chateauroux



Essa pequena e sexy mulher foi uma das amantes do rei Luis XV da França. Era conhecida como Madame de Mailly, a Duquesa de Chateauroux. 
 

8. Marie-Jeanne Becu, Condessa du Barry










 
Essa é famosíssima e ficou conhecida como a Madame Du Barry. Virou tema de vários filmes e foi amante do rei Luis XV da França.



9. Agnes Sorel






Essa aí com carinha e áurea de santa foi amante do rei Carlos VII da França. Com grande influência política, ajudou o amante rei. Esta foto foi pintada pouco tempo antes dela morrer de parto.

10. Lillie Langtry






Lillie Langtry foi atriz e amante do rei Eduardo VII da Inglaterra.

domingo, 19 de setembro de 2010

Procura-se um Rei: D. Sebastião I de Portugal

 

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D. Sebastião acabou entrando para a história e sendo conhecido como  O Desejado, O Encoberto e ainda como O Adormecido. Tudo por conta de seu inesperado desaparecimento após uma batalha. Deu início ao Sebastianismo. Vamos aos fatos.

O Desejado

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D. Sebastião nasceu em Lisboa em 20 de janeiro de 1554. Assumiu o governo aos 14 anos. Na verdade, o rapaz se tornou rei aos 3 anos, quando seu pai morreu. Como era um herdeiro bastante esperado, acabou sendo conhecido como O Desejado. Era um rapaz muito religioso, e que também gostava muito de assuntos militares. Sonhava em participar de grandes batalhas, conquistando em nome da fé.

 

 

 

E o Rei sumiu: Cadê O Encoberto? Adormecido?

clip_image007Querendo reviver as glórias do passado, decidiu montar uma expedição contra os marroquinos em Tez. Ficou combinado que seu casamento com a filha de seu tio Felipe II da Espanha ficava adiado para seu retorno. Ele tinha 24 anos.

No meio da batalha de Alcácer-Quibir, os portugueses perderam. E, não se sabe como, nem em que momento, D. Sebastião sumiu. Sumiu mesmo. Ninguém deu notícia. Pronto. O povo começou a achar que ele não tinha morrido, tinha apenas desaparecido durante uns tempos.

Isso deu início a uma crise tão grande, que a independência de Portugal estava em perigo. Alguns loucos começaram a imaginar que ele surgiria novamente, maravilhoso, para acabar com a guerra. Era o mito do Sebastianismo, que dizia que ele voltaria numa manhã de nevoeiro para salvar Portugal.

 

De quem é esse corpo?

Lisboa-Mosteiro dos Jeronimos Mas claro que, com essa história de rei que iria surgir do meio do nada, iria surgir gente dizendo ser o mesmo. Todos queriam ser o Rei Arthur português. O último doido que apareceu dizendo ser Sebastião foi calado na forca, em 1619. Chamava-se Marco Tullio Catizone.

Em 1582 apareceu um corpo que alegaram ser dele. Esperando acabar com o mito do sebastianismo, o rei Filipe I de Portugal mandou levar o tal corpo para o Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa. Não se comprovou se era mesmo do jovem desaparecido e ainda paira um mistério se lá dentro está realmente o “Rei Adormecido”. Que tal um DNA?

Luís de Camões, o maior poeta português (depois de Fernando Pessoa, claro), dedicou seu livro Os Lusíadas a D. Sebastião.

Fernando Pessoa e Zé Ramalho

O poeta Fernando Pessoa, em Mensagem, no único livro que ele escreveu e publicou em vida, fez uma homenagem a esse rei e ao culto ao sebastianismo. O André Luis musicou e Zé Ramalho cantou. Confiram o trecho:

2ª Parte

XI. A Última Nau

Levando a bordo El-Rei D. Sebastião,
E erguendo, como um nome, alto o pendão Do Império,
Foi-se a última nau, ao sol aziago
Erma, e entre choros de ânsia e de preságio
Mistério.
Não voltou mais. A que ilha indescoberta
Aportou? Voltará da sorte incerta Que teve?
Deus guarda o corpo e a forma do futuro,
Mas Sua luz projecta-o, sonho escuro E breve.

Ah, quanto mais ao povo a alma falta,
Mais a minha alma atlântica se exalta E entorna,
E em mim, num mar que não tem tempo ou 'spaço,
Vejo entre a cerração teu vulto baço  Que torna.
Não sei a hora, mas sei que há a hora,
Demore-a Deus, chame-lhe a alma embora
Mistério.
Surges ao sol em mim, e a névoa finda:
A mesma, e trazes o pendão ainda Do Império.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Charles II da Inglaterra

 

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O rei Charles II da Inglaterra ficou conhecido como um homem que amava a diversão, e também por suas belas amantes. O curioso é que ele chegou a ter doze (isso aí), doze filhos com as amantes, mas não teve um só legítimo. Em sua morte, ele sofreu muito com uma doença renal. Abaixo, a biografia dele retirada da wikipedia:

 

Charles_II_when_Prince_of_Wales_by_William_Dobson,_1642 Charles Stuart (ou Carlos Stuart), o filho sobrevivente mais velho do rei Carlos I e Henrietta Maria, nasceu no Palácio de St. James no dia 29 de maio de 1630. Ele foi batizado na Capela Real no dia 27 de junho pelo Bispo Anglicano de Londres, William Laud. Ao nascer tornou-se automaticamente em Duque da Cornualha e de Rothesay; aos oito anos foi nomeado como Príncipe de Gales.

Durante os 1640s, quando Carlos ainda era jovem, seu pai brigou com forças puritanas do Parlamento na Guerra Civil. Carlos acompanhou seu pai durante a Batalha de Edgehill e, aos 14 anos, participou nas campanhas de 1645, quando foi nomeado comandante titular das forças inglesas no oeste do país. Na primavera de 1646, seu pai estava perdendo a guerra, e Carlos deixou o país devido pois seria inseguro ficar ali e foi primeiro para a Sicília, depois para Jersey, e finalmente para a França.

Em 1648, durante a Segunda Guerra Civil, Carlos mudou-se para Haia, onde sua irmã Maria (Princesa Real e Princesa de Orange) e seu cunhado Guilherme II com a idéia de ajudar seu pai. Entretanto, seu pai foi executado em 1649. Em Haia, Carlos teve um filho com Lucy Walter, James Scott.
Carlos II quando ainda era Príncipe de Gales retratado por William Dobson

Em 5 de fevereiro de 1649, Carlos II foi proclamado rei dos escoceses em Edimburgo, sob a promessa entre Inglaterra e Escócia que impediria remodelar a Igreja da Escócia a imagem da Anglicana, devendo manter-se no presbiterianismo (forma preferida pela maioria dos escoceses).

Carlos II chegou à Escócia em 23 de junho de 1650. Pelo seu abandono ao Anglicanismo, tornou-lhe impopular na Inglaterra. Foi coronado como rei dos escoceses em Scone (Perthshire), em 1 de janeiro de 1651, e depois organizou uma ofensiva contra Inglaterra, na época sob governo do Lord Protector, Oliver Cromwell. A invasão terminou com a derrota na batalha de Worcester (1651), com Carlos II fugindo logo em seguida rumo à França. O Parlamento ofereceu uma recompensa de 1000 £ pela cabeça do rei e impôs pena de morte a qualquer um que lhe prestasse ajuda.

Empobrecido, Carlos tentou reunir apoio para ir contra o Lord Protector. França e as Províncias Unidas (a atual Holanda ou Países Baixos) aliaram-se com o governo de Cromwell, forçando Carlos a recorrer a Espanha pedindo ajuda. Tentou recrutar um exército, mas fracassou devido a suas penúrias económicas.

Restauração

Mesmo com a morte de Oliver Cromwell em 1658, as oportunidades de Carlos II para recuperar a Coroa pareciam minguar. Cromwell foi sucedido pelo seu filho, Richard Cromwell, como Lord Protetor, mas este era um homem sem dom para a liderança e nem deseja de exerce-la e acabou abdicando em 1659. O Protetorado da Inglaterra foi abolido e foi estabelecido a Commonwealth. Durante o período de instabilidade civil e militar que seguiu-se, George Monck, governador da Escócia, preocupado com a ameaça do anarquismo que corria a nação, determinou que o melhor seria restaurar a monarquia. Monck e seu exército marcharam até Londres onde, com amplo apoio popular, forçaram o chamado Parlamento Largo a dissolver-se. Pela primeira vez em quase vinte anos os membros do Parlamento tiveram que enfrentar uma eleição geral.

Isso resultou em uma Câmara dos Comuns eleita com claro predomínio da facção realista. A nova assembléia, denominada Parlamento da Convenção, pouco depois de seu constituição em 25 de abril de 1660, teve notícias da Declaração de Breda (8 de maio de 1660), na que Carlos concordava, entre outras cosas, em perdoar muitos dos inimigos de seu pai. Como conseqüência, o Parlamento decretou de imediato que Carlos II seria o soberano legítimo desde a execução de Carlos I em 1649.

Carlos partiu para a Inglaterra, desembarcando em Dover em 23 de maio de 1660. Chegou em Londres em 29 de maio, data considerada como a oficial da Restauração. Ainda que tenha decretado uma anistia para os seguidores de Cromwell na Acta de Imunidade, não perdoou aos juízes e autoridades envolvidas no julgamento de seu pai. Alguns foram executados em 1660; outros condenados a prisão perpétua.

Em 1665, Carlos teve que lidar com grandes problemas: epidemia de peste negra e incêndio de Londres.

charles iiA peste negra (1665-1666) matou um quinto da população de Londres. Provavelmente chegou a cidade trazida pelos navios transportando algodão vindos de Amesterdão. A peste negra atingia intermitentemente a Holanda desde 1654. As áreas das docas de Londres foram as primeiras a ser atingidas pelo ataque da peste negra. Com a peste negra tomando conta de Londres, a família real e sua corte deixou a cidade rumo a Oxford. Várias medidas sanitárias foram tomadas, médicos foram contratados e detalhes de sepultamentos das vítimas foram organizados.

Em setembro de 1666, entre os dias 2 e 5, Londres foi atingida por um grande incêndio. O incêndio atingiu mais de 13.000 casas e 87 igrejas, entre elas a Catedral de St. Paul. Não se sabe exatamente o número de mortos, mas estima-se que não foi grande.

Política exterior

Em 21 de maio de 1662, Carlos II casou-se com a princesa Catarina de Bragança de origem portuguesa. O matrimônio não produziu descendentes. Durante o mesmo ano, Carlos vendeu Dunquerque ao rei francês Luís XIV por 40.000 £.
O rei Carlos II

Agradecido pela ajuda prestada para recuperar o trono, Carlos recompensou oito nobres (conhecidos como Lordes Proprietários) com territórios na América do Norte mais precisamente em Carolina (batizada assim em homenagem a seu pai) em 1663.

As Atas de Navegação (1650), prejudicaram o comércio da Holanda e foram a causa da Segunda Guerra Holandesa (1665-1667). O conflito começou pela captura na América do Norte, por parte dos ingleses, de Nova Amsterdã (depois rebatizada com o nome de Nova York, em homenagem ao irmão de Carlos, James, Duque de York, o futuro Jaime II, mas em 1667 os holandeses fizeram um ataque surpresa contra os ingleses na parte superior do Tâmisa, onde ficava o melhor da Armada britânica. Os holandeses afundaram quase todos os navios, exceto a Nave Almirante, a qual tomaram e conduziram até a Holanda como troféu. A Segunda Guerra Holandesa terminou com a assinatura do Tratado de Breda (1667)

Em 1668, a Inglaterra aliou-se com a Suécia e com sua anterior inimiga, a Holanda, a fim de oponer-se a Luís XIV na Guerra da Devolução. Luís foi obrigado a fazer as pazes com esta Tríplice, mas manteve seus planos bélicos. Em 1670 Carlos II assinou o Tratado de Dover, pelo qual Luís XIV se comprometia a pagar-lhe 200.000 £ anuais. Em troca, Carlos concordava a ceder a Luís tropas e converter-se ao Catolicismo. Carlos Ii tentou manter o Tratado em segredo, especialmente a cláusula referente a sua conversão.

Em 1670, Carlos II concedeu à Companhia Britânica das Índias Orientais o direito capitanear exércitos e formar alianças, declarar guerra ou estabelecer a paz e a exercer a jurisdição tanto civil como criminal nas zonas nas quais a companhia operava.

Conflito com o Parlamento

0000BlogCharlesIIEm 1672, Carlos II assinou a Declaração de Indulgência, na qual manifestava sua intenção de suspender todas as leis que penalizavam os católicos e a outros dissidentes religiosos. No mesmo ano, ele apoiou abertamente a França católica (a epóca governada por seu primo Luís XIV) e iniciou a Terceira Guerra Anglo-Holandesa.

O Parlamento (contrário a conceder tolerância religiosa aos católicos) opôs-se à Declaração de Indulgência e negou-se a financiar a Guerra Anglo-Holandesa, obrigando Carlos a firmar a paz em 1674.

Em 1678, Titus Oates, um antigo clérigo anglicano, denunciou falsamente uma "conspiração papal" para assassinar o rei e substituí-lo pelo Duque de York. A histeria anticatólica estendeu-se pela população com vários supostos conspiradores, e numerosos inocentes foram executados. Carlos II ordenou a seu Primeiro Ministro, Thomas Osborne, o Conde de Danby, que investigasse o caso. Posteriormente, ainda em 1678, o Conde Danby foi submetido a uma moção de censura pela Câmara dos Comuns sob a acusação de alta traição. A fim de salvar o Conde Danby do julgamento, Carlos decidiu dissolver o Parlamento em janeiro de 1679. O novo Parlamento, constituído em março de 1679, resultou ser francamente hostil ao rei. Danby foi forçado a se demitir, mas recebeu o perdão real.

 Morte

Outro problema político que Carlos II enfrentou foi referente a sucessão ao trono. O Parlamento se opunha à perspectiva de um monarca católico. Anthony Ashley Cooper, Conde de Shaftesbury, propôs uma Lei de Exclusão, que pretendia tirar Jaime,o Duque de York, da linha sucessória. Alguns quiseram inclusive oferecer a coroa ao protestante James Scott, Duque de Monmouth, um dos filhos ilegítimos de Carlos. Dentre os que opunham a Lei de Exclusão formaram o Partido Tory (ou Partido Conservador), enquanto que os que apoiavam se coverteram no Partido Whig (Partido Liberal). Temendo que a Lei fosse aprovada, Carlos II dissolveu o parlamento em dezembro de 1679.

Carlos morreu repentinamente vítima de uremia em 6 de fevereiro de 1685. Antes de morrer converteu-se ao catolicismo e recebeu a unção dos enfermos. Ele foi sucedido pelo irmão, o Duque de York.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

D. Pedro II, Imperador Hich Tech

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D. Pedro II tirou essa sua foto (auto retrato) em Sao Cristovão.  Nosso Imperador gostava muito de fotografia, e penso que se vivesse hoje em dia seria ligado em tecnologia, não desgrudaria de seu IPAD e das maiores novidades do ramo. Aqui embaixo ele no Egito, em 1870, diante da pirâmide de Quéops e da esfinge:

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Vale a pena ler esse artigo de 2003 sobre o nosso Imperador:

Viagens do imperador

ACERVO DE FOTOS INÉDITAS DE D. PEDRO II "VEM À LUZ "

Ao deixar o Brasil em 1889 após a proclamação da República, o imperador D. Pedro II doou à Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro seu acervo pessoal com cerca de 25 mil fotografias. Mais de cem anos depois, em 1990, a divisão de iconografia da biblioteca iniciou um trabalho de identificação e recuperação das imagens, tendo como apoio nessa empreitada o Instituto Cultural Banco Santos. Parte desse acervo, com 220 fotos e retratos pintados a óleo pertencentes à família real, integram a exposição De volta à luz, na sede do Banco Santos, na capital paulista, onde fica até 31 de outubro, viajando posteriormente por algumas cidades brasileiras, num roteiro ainda em elaboração.

Além de ser o primeiro brasileiro a tirar uma fotografia na primeira metade do século XIX, com o recém-inventado aparelho de daguerreotipia, o imperador D. Pedro II instituiu no Brasil o título de "Photographo da Casa Imperial", concedido a partir de 1851 aos melhores fotógrafos do país, uma iniciativa que precedeu em dois anos a da rainha Victoria, que fez o mesmo na Inglaterra. Sempre acompanhava o imperador em sua comitiva um especialista em temas locais e um fotógrafo para registrarem suas viagens.

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Tais registros nunca antes haviam sido expostos em uma mostra para o público, e estiveram longe do contato com a luz desde o fim da monarquia. "Por isso o nome De volta à luz, que traz em si a idéia de que as fotos não são apenas achados, mas imagens de grande relevância e valor em seu tempo, e nos permite capturar a impressão de um passado que nos moldou", diz Marcello Dantas, responsável pela concepção, desenho e montagem da exposição.

O primeiro dos três módulos da mostra reúne fotografias, documentos e objetos ligados ao círculo familiar do imperador, pertencentes a coleções pessoais de membros da família Orleans e Bragança. No mezanino está o segundo módulo, com dez painéis de vidro que trazem textos informativos e projeções digitais de coleções do imperador, mostrando seu interesse pela ciência e por novos inventos, como o aparelho de daguerreotipia. Em 1840, com apenas 14 anos e prestes a ter sua maioridade antecipada para que pudesse assumir o Império, ele foi o primeiro brasileiro a adquirir o aparelho, que conheceu em uma demonstração pública no centro da Rio, feita pelo abade francês Louis Compte. Essa parte da mostra também conta um pouco da história da fotografia no século XIX e o processo de recuperação das fotografias que inspiraram o nome da mostra.

As estrelas da exposição, batizadas de "enroladinhas", estão no terceiro módulo. Ficaram armazenadas em caixas metálicas de flandres, por mais de um século, nos arquivos da Biblioteca Nacional. Joaquim Marçal, chefe da Divisão de Iconografia da Biblioteca Nacional e um dos curadores da exposição, explica que tais imagens são cópias fotográficas em papel albuminado. Na metade do século XIX, desenvolveu-se uma técnica que consistia em depositar uma folha de papel de baixa gramatura em uma bacia com albumina, proteína extraída da clara do ovo, deixando o papel brilhante e liso. O contato do papel albuminado com a solução de nitrato de prata usada na revelação de fotografias tornava a imagem mais rica em contraste. "Com o passar do tempo, a reação entre a emulsão à base de albumina e o papel fotográfico fez com que as fotografias ficassem enroladas - daí o nome "enroladinhas". Porém, como as caixas se mantiveram fechadas, ao abrigo da luz e da umidade, a qualidade das imagens se manteve intacta", conta Marçal.

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Fonte da notícia: http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?pid=S0009-67252003000400035&script=sci_arttext

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