segunda-feira, 27 de setembro de 2010
10 Amantes reais
1. Eleanor "Nell" Gwyn
Eleanor Gwyn (1650 – 1687) foi o caso mais duradouro do rei Charles II. A atriz inglesa recebeu grande reconhecimento e foi mãe de dois filhos de Charles.
2. Louise Renee de Penancoet de Kerouaille, Duquesa de Portsmouth
Louise foi amante de Charles II da Inglaterra. Dentre seus descendentes estão Diana (a princesa rejeitada de nosso Charles atual), Camilla e Sarah, Duquesa de York.
3. Henrietta Howard
Henrieta foi amante do rei George II da Britania. Deixando a posição de amante do rei, ganhou terras do seu antigo amado nas margens do Rio Tâmisa.
4. Eliza Rosanna Gilbert
Atendendo pelo nome de Lola Montez, Eliza também era uma famosa cortesã e amante do Rei Luis I da Bavária. Ela recebeu o título de Condessa de Landsfeld.
5. Mary Boleyn
Mary foi amante do rei Henrique VIII durante algum tempo. Depois foi substituída por sua irmã Ana, que acabou se casando com o rei. Mary casou-se duas vezes.
6. Marie-Louise O' Murphy de Boisfaily
Essa moça foi amante do rei Luis XV da França. Sua vida foi dramatizada em 1997 em “Our Lady of the Potatoes”.
7. Marie-Anne de Mailly-Nesle, Duquesa de Chateauroux
Essa pequena e sexy mulher foi uma das amantes do rei Luis XV da França. Era conhecida como Madame de Mailly, a Duquesa de Chateauroux.
8. Marie-Jeanne Becu, Condessa du Barry
Essa é famosíssima e ficou conhecida como a Madame Du Barry. Virou tema de vários filmes e foi amante do rei Luis XV da França.
9. Agnes Sorel
Essa aí com carinha e áurea de santa foi amante do rei Carlos VII da França. Com grande influência política, ajudou o amante rei. Esta foto foi pintada pouco tempo antes dela morrer de parto.
10. Lillie Langtry
Lillie Langtry foi atriz e amante do rei Eduardo VII da Inglaterra.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Uma rainha que amava cavalos… e homens
Catarina, a Grande, nascida sob o nome de Sofia Augusta Frederica von Anhalt-Zerbst ficou conhecida por três grandes paixões: cavalos, homens e crueldade com seus opositores. Ela tomou o poder, com um grande golpe, tornando-se Imperatriz da Russia e trazendo a Era Moderna para o local.
Catarina, a Rainha Virgem
A princesinha alemã foi para a Russia para casar-se com o Imperador Pedro III. Era 1762, e ela ficaria no poder por 34 anos. As dificuldades do casal começaram assim que as luzes do casamento se apagaram. Pedro queria ver todas e qualquer mulher… menos a sua. Essa pelo menos é a história oficial, porque historiadores dizem que na verdade o coitado não conseguia mesmo chegar aos finalmentes por ter uma fimose triste, que o impossibilitava de qualquer prazer. Coitado. Resultado: 8 anos de casamento e uma esposa virgem. Sem ter muito o que fazer, lá foi Catarina preencher seu tempo com estudo. Foi aí que um tal de Sergio Saltikov abriu um novo mundo para a rainha virgem.
Catarina acostumara-se com a boa vida, e já não podia viver sem um amante.
Fraco pelos homens…
Quem separava os rapazes que iriam para a cama de Catarina?? Seu ex amante. Um senhor feio chamado Gregorio Potemkin. Muita gente acreditava que o dito era seu marido secreto. Bom, a rainha se apaixonou por ele quando ele ainda era oficial e provou ser bom no gatilho, apesar de ser horrendo. A foto ao lado prova o dito.
Pois bem. Terminado o romance, os dois se tornariam cúmplices, digamos assim. Ele não estava nem louco de cair das graças de uma rainha, e preferiu acoitar romances da mesma do que deixá-la.
Escolhidos como cavalos
Catarina não era uma mulher fácil de domar. Mantinha e dispensava amantes com uma constância de dar inveja. Mas não era qualquer um que chegava à cama da rainha. Não. Antes, eles passavam por um teste de fogo: suas damas de companhia “provavam”, por assim dizer, o prato, antes dele chegar à ela.
Os motivos para caírem fora eram os mesmos já conhecidos por nós: tédio, traição e mágoa. Mas eles não saíam de maõs abanando. Geralmente ganhavam títulos e etrras, além da ordem de ficarem com os bicos fechados.
Eu até que sou fiel!
Catarina era amiga de Voltaire. E ele ralhou com ela dizendo que a mesma era inconstante em seus casos. Ela respondeu que não era. Era até fiel.
“A quem???” Perguntou, Voltaire.
“À beleza, naturalmente. Apenas a beleza me atrái!”.
Bom, a foto de seus amantes prova que não, belezura.
Para saber mais sobre a Catarina:
http://romanov.blogs.sapo.pt/19194.html
e
terça-feira, 21 de setembro de 2010
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Fantasma do Rei Henrique VIII?
Henrique VIII não foi um sujeito muito fácil não. Quem assistiu The Tudors ou leu alguns dos livros disponíveis no mercado sobre o assunto (indico o As Seis Mulheres de Henrique VIII) sabe que o danado era complicadinho. Acho mesmo que tinha algum tipo de distúrbio. Seis mulheres, algumas executadas, outras rejeitadas (e sortudas), além de muitos amigos sendo mortos sem motivo aparente, além de uma igreja partida (Católica x Anglicana) e outros disparates.
Mas não era isso que eu queria falar. Acabei me excedendo. O que eu queria dizer é que filmaram no Hampton Court alguém que estão jurando que é o fantasma do Rei Henrique VIII. Bom, nunca vi fantasma abrir porta, mas vai que é né? Olha aí embaixo e depois me diz alguma coisa:
O Que Usar Em Sua Execução
Ok, alguns dirão que trata-se de um assunto meio macabro, mas a curiosidade existe, certo? Vi em no blog Raucousroyals uma matéria falando sobre as roupas que algumas pessoas famosas usavam durante sua execução. Resolvi adaptar o texto aqui pra vocês. Olha que bacana:
Rei Charles I : roupas quentinhas
O Rei Charles I da Inglaterra quis ficar bem aquecido. Para isso usou duas camisas pesadas, pois ele estava muito preocupado em não sentir frio e ficar tremendo, o que, de alguma maneira, poderia fazer as pessoas pensarem erroneamente que ele estava com medo. Ele também não queria que seu cabelo ficasse desarrumado e pediu para seu carrasco ser cuidadoso.
Rainha Ana Bolena: Discrição e Rainha até o fim
Ana Bolena, segunda esposa do Rei Henrique VIII escolheu ir para seu último momento com roupas sóbrias. Optou por um vestidinho solto, cinza escuro e um arminho cobrindo os ombros e decotes. Ela enfeitou a sua cabeça com uma touquinha (que era muito usada por sua rival Jane Seymour). Ah, pediu para sua cabeça ser cortada não com um machado, utilizado na Inglaterra, mas por uma espada, método usado na França. O motivo para isso é que Ana era uma Rainha, e rainhas não abaixam a cabeça nem para morrer. É isso aí Ana.
Rainha Mary da Escócia: Quero ser uma Mártir
Maria Stuart escolheu uma saia carmesim, pois queria ser lembrada como uma mártir católica. Quando foi acusada de conspiração de assassinato da rainha Elizabeth, ela sabia que a morte ia trazer clamores dos países católicos. Então ela tinha que causar. Usando roupas vermelhas ela iria sair da imagem de traidora para uma de mártir. Bem pensado. Bom, sua saia depois foi queimada porque o pessoal ficou com medo que se transformasse em mais uma relíquia religiosa (tão comum naquela época).
Rainha Maria Antonieta: Simplicidade forçada e sem brioches
Coitada de Maria Antonieta. Se os outros puderam fazer um “ahá” e escolher suas roupas para a execução, Antonieta foi proibidíssima de opinar nessa questão. Para vocês terem idéia, ela foi proibida inclusive de usar um vestido preto esfarrapado que ela usara em luto durante dois meses! Isso aconteceu porque os revolucionários não queriam de jeito nenhum que o povo tivesse algum tipo de simpatia por ela. E lá foi Antonieta, outrora tão elegante, numa carrocinha velha, usando uma camisa branca simples e um lenço sobre os ombros. Seus cabelos já haviam sido cortados para ocasião, o que, de forma prática, iria facilitar todo o trabalho da guilhotina. Coitada.
domingo, 19 de setembro de 2010
Procura-se um Rei: D. Sebastião I de Portugal
D. Sebastião acabou entrando para a história e sendo conhecido como O Desejado, O Encoberto e ainda como O Adormecido. Tudo por conta de seu inesperado desaparecimento após uma batalha. Deu início ao Sebastianismo. Vamos aos fatos.
O Desejado
D. Sebastião nasceu em Lisboa em 20 de janeiro de 1554. Assumiu o governo aos 14 anos. Na verdade, o rapaz se tornou rei aos 3 anos, quando seu pai morreu. Como era um herdeiro bastante esperado, acabou sendo conhecido como O Desejado. Era um rapaz muito religioso, e que também gostava muito de assuntos militares. Sonhava em participar de grandes batalhas, conquistando em nome da fé.
E o Rei sumiu: Cadê O Encoberto? Adormecido?
Querendo reviver as glórias do passado, decidiu montar uma expedição contra os marroquinos em Tez. Ficou combinado que seu casamento com a filha de seu tio Felipe II da Espanha ficava adiado para seu retorno. Ele tinha 24 anos.
No meio da batalha de Alcácer-Quibir, os portugueses perderam. E, não se sabe como, nem em que momento, D. Sebastião sumiu. Sumiu mesmo. Ninguém deu notícia. Pronto. O povo começou a achar que ele não tinha morrido, tinha apenas desaparecido durante uns tempos.
Isso deu início a uma crise tão grande, que a independência de Portugal estava em perigo. Alguns loucos começaram a imaginar que ele surgiria novamente, maravilhoso, para acabar com a guerra. Era o mito do Sebastianismo, que dizia que ele voltaria numa manhã de nevoeiro para salvar Portugal.
De quem é esse corpo?
Mas claro que, com essa história de rei que iria surgir do meio do nada, iria surgir gente dizendo ser o mesmo. Todos queriam ser o Rei Arthur português. O último doido que apareceu dizendo ser Sebastião foi calado na forca, em 1619. Chamava-se Marco Tullio Catizone.
Em 1582 apareceu um corpo que alegaram ser dele. Esperando acabar com o mito do sebastianismo, o rei Filipe I de Portugal mandou levar o tal corpo para o Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa. Não se comprovou se era mesmo do jovem desaparecido e ainda paira um mistério se lá dentro está realmente o “Rei Adormecido”. Que tal um DNA?
Luís de Camões, o maior poeta português (depois de Fernando Pessoa, claro), dedicou seu livro Os Lusíadas a D. Sebastião.
Fernando Pessoa e Zé Ramalho
O poeta Fernando Pessoa, em Mensagem, no único livro que ele escreveu e publicou em vida, fez uma homenagem a esse rei e ao culto ao sebastianismo. O André Luis musicou e Zé Ramalho cantou. Confiram o trecho:
2ª Parte
XI. A Última Nau
Levando a bordo El-Rei D. Sebastião,
E erguendo, como um nome, alto o pendão Do Império,
Foi-se a última nau, ao sol aziago
Erma, e entre choros de ânsia e de preságio
Mistério.
Não voltou mais. A que ilha indescoberta
Aportou? Voltará da sorte incerta Que teve?
Deus guarda o corpo e a forma do futuro,
Mas Sua luz projecta-o, sonho escuro E breve.
Ah, quanto mais ao povo a alma falta,
Mais a minha alma atlântica se exalta E entorna,
E em mim, num mar que não tem tempo ou 'spaço,
Vejo entre a cerração teu vulto baço Que torna.
Não sei a hora, mas sei que há a hora,
Demore-a Deus, chame-lhe a alma embora
Mistério.
Surges ao sol em mim, e a névoa finda:
A mesma, e trazes o pendão ainda Do Império.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Catarina de Bragança, a infeliz
Coitadinha de D. Catarina de Bragança, a triste senhora Rainha da Inglaterra, tão traída pelo Rei Carlos II. A portuguesinha, filha de D. João IV e D. Luísa de Gusmão introduziu algumas novidades na corte britânica. Vamos a alguns fatos sobre sua vida.
Bom, primeiramente, como sabemos, casar por amor era um luxo que os reis e rainhas não tinham. Então fica difícil dizer que Catarina realmente sofria com as traições reais. Carlos II ficou conhecido, além de sua paixão pela Medicina, por suas amantes. Catarina, ao longo de 23 anos de casamento, teve que se adaptar às escapadinhas dele.
Do Convento para o Casamento
Filha de D. Luísa de Gusmão (espanhola) com D. João IV, foi a quarta de sete filhos que o casal teve. De suas irmãs, foi a única sobrevivente e muito mimada por sua mãe. Já crescida, foi mandada para um convento em Alcântara. Lá aprendeu a rezar, a bordar, música e história. Saiu poucas vezes do convento, e os homens com quem falava eram da família. Assim era preparada para um casamento com um estrangeiro inglês.
Depois de alguns acertos, foi combinado seu casamento com Carlos II da Inglaterra. Foi mandada uma foto da princesa e ele se agradou. Achou-a com um ar doce, mas desconhecia que ela era pequena, gordinha e ligeiramente dentuça. O primeiro problema foi com relação à religião, já que Catarina era católica e a Inglaterra de Carlos eram anglicana desde o problema que Henrique VIII teve com a Igreja.
Mesmo assim, lá foi ela com seu dote de 2 milhões de cruzados, a Praça de Tânger na África e a pequena feitoria na Ilha de Bombaim, na Índia. Alías, foi difícil juntar esse dote, já que o país passava por dificuldades. Mas a rainha deu exemplo e vendeu suas jóias e empenhou pratas e tesouros reais. Ah, o Brasil acabou também contribuindo (como Colônia, claro). O dote foi pago em prestação.
Catarina não teve muita sorte com suas damas de companhia escolhidas. Eram mulheres aristocratas, viúvas, cheias de preocnceito e imensamente religiosas. Não serviam como conselheiras para a jovem princesa em um país estrangeiro. Apenas umas poucas foram mantidas, trazidas por ela de Portugal. As que fugiam desse estereótipo, tornavam-se amantes de seu marido. Carlos II teve inúmeras amantes, e, pelo que consta, pelo menos quinze bastardos. Como ironia, sua esposa Catarina não conseguiu lhe dar um só filho, pois suas gravidezes nunca chegavam ao fim.
Dizem que ela se apaixonou pelo marido assim que o viu. Mas quando o casamento foi consumado, ele já tinha uma amante favorita, chamada Barbara Palmer. Só com ela o rei teve seis filhos. Suas damas de companhia eram ridicularizadas por causa de suas roupas antiquadas e jeito sisudo.
Por sua vez, Catarina se adaptou perfeitamente ao modo de se vestir inglês. Usava rendas, sedas, sapatos combiando com a roupa, jóias enormes.
Uma rainha infeliz?
Reza a lenda que Catarina chegou à Inglaterra morrendo de febre, e lá pediu em espanhol que lhe dessem um pouquinho de chá. Ninguém sabia que diabo era isso. Eles só bebiam cerveja! Mas a novidade fez tanto sucesso, que o chá se tornou (até hoje) a bebida oficial do Reino Unido.
Ela também estranhou que a comida fosse servida em pratos de prata ou ouro. As refeições esfriavam mais rapidamente. Catarina solicitou que eles fossem substituídos por porcelana, usada há muito tempo na Inglaterra. Em 1743 foi criada a primeira fábrica de porcelana da Inglaterra.
Catarina também levou uma orquestra de músicos portugueses para a Inglaterra.
Várias pessoas, inclusive sua cunhada Henriqueta Ana, incentivavam Catarina a pedir o divórcio, devido às constantes e humilhantes escapadas do rei. À ele também foi dado esse conselho, e o Parlamento chegou a oferecer 500.000 libras para ele fazer isso. Mas Carlos não quis. Ele dizia que não tinha motivos para tal.
Se ela fosse assim tão infeliz, será que não teria aceitado o divórcio? Difícil de saber.
Após a morte do rei, ela ainda ficou por 9 anos na Inglaterra. Saiu depois que Jaime II subiu ao trono e começou a ver uma católica com desconfiança. Depois de anos se comunicando com os seus, pediu a D. Pedro II para regressar ao seu país de origem.
Em Portugal chegou a ser duas vezes regente, durante ausências de D. Pedro II. Morreu em 31 de dezembro de 1705. Seus restos mortais foram levados para S; Vicente de Fora em 1914 onde repousam até hoje.









