quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Sífilis à francesa

francis

Francisco I da França adorava as artes e a guerra, mas adorava em maior escala as mulheres. Costumava dizer: “Uma corte sem mulheres é como um ano sem primavera e uma primavera sem rosas”. Danadão.

O resultado em uma côrte que não conhecia ainda a camisinha foi um caso tremendo de sífilis. E mesmo assim o rei não poupava ninguém. O tratamento de sífilis, naquela época, era pintar o pinto com mercúrio, o que era um paliativo e que não curava nada. Enfim, quem acabou sofrendo com isso foi sua amada e traída esposa, essa aí abaixo, Claudia:

417px-Claude-de-France1

Enquanto Francisco manteve um porte atlético (o que, evidentemente ajudava em suas conquistas), Claudia, baixinha, foi ficando cada vez mais rechonchuda: depois de milhares de gestações e 7 filhos, a coitada virou motivo de chacota na corte. Além disso era zombada por ser estrábica e maltratada pela sogra.

A sífilis acabou sendo sua última companheira e herança deixada pelo belo rei que a desposara. Ela morreu com apenas 24 anos. Francisco ainda se casaria (e passaria sífilis) para sua nova esposa, Leonor da Áustria.

3 comentários:

M. disse...

Pobres mulheres todas! Que adiantava ser mulher de rei para morrer de sífilis? Seu blog está cada vez mais maravilhoso. Beijo.

Júnia disse...

Que horror!!!

Ana Cláudia Marques disse...

Achei seu blog o máximo justamente por essa forma de contar os "causos" de reis e rainhas chegadinhos numa molecagem.

É voz geral que ele também teria morrido dessa doença por vingança do marido de uma de suas parceiras de cama, a famosa "Belle Ferroniére". Quando o galhudo, isto é, homem descobriu tudo, passou a dita para a mulher que por sua vez passou para o rei.
E as duas esposas, inocentes, ainda receberam o mesmo presentinho ordinário... Triste.

Related Posts with Thumbnails