sábado, 25 de dezembro de 2010

Entre a feiúra e a beleza


É sabido que o casamento entre reis e princesas em nada tinha a ver com amor. Eram questões de negócios. Sem contar que, ô gente feia essa viu?

Mas não era isso que eu ia falar. Eu ia comentar sobre Jaime II da Inglaterra, que por volta de 1670 era um viúvo que ao procurar uma esposa foi aconselhado por Luix XIV a casar-se com a francesa Madame de Guise, viúva, de origem nobre e horrenda.
 
Claro que Luis XIV só  via o lado prático da coisa. Primeiro que esta beldade ao contrário não iria casar-se com ele. Segundo que o casamento de um nobre inglês com uma francesa iria ajudar em muito os negócios. Além do mais, a falta de beleza de Madame era superada, em muito, por sua fecundidade – ela engravidou três vezes em dois anos.

Nada disso fez Jaime mudar de idéia. O duque de York queria porque queria encontrar alguém que lhe aquecesse o coração. E assim o fez. Casou-se com Maria de Modena, 15 anos, uma linda princesa, alta, esbelta, a quem ele entregou sem reservas, seu coração.


quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Catarina de Médicimorena e desprovida de charme

"A culta Catarina foi descrita por um embaixador como uma mulher de traços delicados quando coberta com um véu, mas seu rosto descoberto parecia talhado na madeira."
(Livro Sexo com Reis, de Eleanor Herman).

Abaixo, o retrato de Catarina:

morena e desprovida de charme

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Como Poderei dormir com isto?

Lembra daqueles filmes que falam sobre o homem da máscara de ferro? Foi inspirado no rei Luis XIV da França (o Rei Sol, sobre o qual falarei em devida ocasião). Só que a realidade, por vezes, ultrapassa um pouco a ficção, e se torna imensamente mais interessante! Luis não tinha um irmão gêmeo, mas um mais novo, chamado Filipe, duque de Orléans, mais conhecido por “Monsieur”.

Filipe

Hum, Monsieur era um conhecido travesti, que não tinha o menor pudor de se vestir de mulher, e ficar cercado de amiguinhos que saboreavam o mesmo hobbie.Acontece que ele foi obrigado a casar. E o fez, com Elizabeth Charloue.
A escolha recaiu sobre Elizabeth pela já conhecida fertilidade das alemãs e também por ela ser... feia.

elisabeth

Acontece que a primeira mulher de Filipe (sim, ele já tinha sido casado outra vez) foi morta por um dos amantes do  pomposo irmão do rei, e este não queria arriscar o ciúme de um deles novamente. Escolhendo uma esposa feíssima para seu irmão nada hetero, iria pelo menos salvar a vida desta.

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1670. Ela chega à França depois de se casar por procuração. A primeira visão que tem é de um jovem efeminado que usa ruge, brincos e oculta seu corpo em roupas cheias de rendas e babados e salto alto. Além disso, uma peruca frisada e água-de-colônia de fazer Lampião ter lampejos de enjôo.
De sua parte, quando Monsieur viu a “beleza” de esposa que lhe fora encomendada, com sua enorme nádega, roupas simplórias e uma cara imensa e feia. Exclamou baixinho, como cabe a uma bela dama, que não sabia como dormiria com isso. Decidiu que tentaria deixá-la ao menos mais atraente: bom tempo daquele que passavam juntos ele gastava tentando maquiá-la. Não adiantava muito. Ela tirava imediatamente.

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Apesar das dificuldades (os dois eram conhecidos por se deliciarem em suas flautulências), os dois conseguiram sobreviver juntos por 30 anos. E ter três filhos.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Pequeno Bonaparte de Napoleão

Dignidade, minha gente, dignidade é uma coisa que pelo menos se pede que seja dada a um defunto cansado de guerra. Pois você imagina que até isso foi negado a Napoleão??

Napoleão, esse garboso Imperador francês, é considerado até hoje um dos maiores estrategistas da história do mundo. E se tivesse sido bonito como nessa foto abaixo, você até fica imaginando o que deve ter chovido de mulher em sua horta.

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Pois bem, não era bonitão, e ainda por cima tinha um pequeno probleminha que foi descoberto depois de sua morte. Aliás, um probleminha de exatamente 2.54 cm em descanso e quase 6.0 em ebulição. Ele teria um micropênis, compatível com um de uma criança.

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É o tamanho que dizem que tinha o pequeno bonaparte de Napoleão. Sim, você me pergunta, e como é que se sabe disso? Poderia ser uma intriga da oposição…

Reza a lenda que depois de morto o ex-Imperador, sob circunstâncias misteriosas (dizem que foi morto por arsênico), um talzinho que não ia muito com sua cara aproveitou um momento de distração e zás:

 

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Desferiu um golpe e arrancou o pequeno para manter em sua posse. Vingancinha do médico francês Francesco Antommarchi teria se irritado com Napoleão, que sempre o tratava mal a cada visita. Mas também pode não ter sido ele…

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Contanto que havia mais de 20 pessoas no ambiente, possa ser que tenha também sido outra pessoa, afinal, o velhinho de bonzinho não tinha nada, e não tinha lá muitos amigos. Bom, mesmo sem se saber ao certo quem desferiu o último golpe na honra de um ser, Napoleão foi enterrado sem o bonaparte e todo mundo esqueceu disso. Até que resurgiu como uma relíquia guardada por John Lattimer, professor de Urologia em Nova York. A Christie’s até que tentou colocar o tal órgão para leilão, mas ninguém quis o negocinho. Em 1977 o urologista adquiriu ele por US$ 3.800 dólares.

sábado, 30 de outubro de 2010

Rasputin em conserva…

Olha só, eu estou preparando um texto sobre um fato curioso da morte de Napoleão, e dou de cara com uma matéria como essa abaixo. Como eu adorei o tom do texto, resolvi publicar ele na íntegra, e o original pode ser encontrado nesse link aqui:

 

Rasputin

Um museu de sexo e erotismo em São Petersburgo (Rússia) afirma possuir um artigo incomum: o pênis de Rasputin.

Grigori Yefimovich Rasputin foi um místico que atuava como conselheiro do czar Nicolau II e que se tornou uma das mais importantes figuras da queda da dinastia Romanov e o triunfo da revolução socialista de 1917 na Rússia.
RasputinEntre um grande número de esculturas e pinturas é o órgão a peça mais desejada pelos visitantes. Preservado em um pote de vidro, o suposto pênis do "Monge Louco", como Rasputin era conhecido, tem 30 centímetros...


"Com esta exposição, deixamos de invejar os Estados Unidos, onde o órgão reprodutor de Napoleão Bonaparte é mantido", disse Igor Knyazkin, fundador do museu.
E Igor comemora a vitória da estranha Guerra Fria:


"O pênis de Napoleão é um pequeno talo, não pode ser comparado ao nosso órgão de 30 centímetros."


Considerado um devasso (teria se envolvido em incontáveis orgias com plebeias e tido casos com mulheres da alta sociedade), Rasputin teria sido castrado antes de ter o corpo, crivado de balas, jogado no Rio Neva, onde morreu de frio.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Quando não perde a cabeça é enterrada de cabeça pra baixo…

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Catarina Parr foi a última das esposas do rei Henrique VIII. Velho, obeso e doente, precisava mais de uma enfermeira do que de uma esposa, e Catarina, já viúva, sem filhos, servia muito bem a esse propósito.

Tudo bem que ela tinha umas convicções religiosas e mania de querer aprender as coisas e que ela quase foi mais uma das esposas do rei que teve a cabeça arrancada por isso. O monarca agonizava, e ela estava lá pronta para ler uns versinhos da bíblia ou endeusar o megalomaníaco deus Rei.

Pois bem, Catarina, além de tudo ainda teve a sorte de ser a única esposa oficial (Ana de Cleves não conta) a ver o Rei morrer!!!! Isso porque Henrique já tinha enterrado Catarina de Aragão (câncer), Ana Bolena (cabeça decepada), Jane Seymour (parto), Catarina Howard (cabeça decepada) e se divorciado de Ana de Cleves sem nem querer ver a cara da peça, que considerava horrenda. Isso vindo de um rei que estava mais ou menos assim na época:

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Catarina ficou viúva do rei aos 39 anos, e ainda deu tempo de casar-se novamente, desta vez com Thomas Seymour, por quem era apaixonada. Engravidou, embora todos pensassem que fosse estéril, e morreu após o parto. Isso foi em 1547. Ela foi enterrada na capela do castelo de Sudely, que era de sua propriedade. Lá ela foi deixada em paz… durante algum tempo:

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Por volta de 1700 já tinham esquecido quem estava enterrada por lá. Os restos mortais de Catarina foram tão abandonados que ninguém sabia mais nem dizer o local exato onde ele tinha sido enterrado ou quem diabos era Catarina. Em 1782 quem morava no castelo era um tal de John Lucas, e ele acabou achando o caixão da rainha.

Ele resolveu, como qualquer curioso, abrir o caixão pra dar uma espiadinha e qual não foi sua surpresa quando verificou que a rainha estava QUASE intacta.

Isso, meus caros. Depois de 200 anos, ela tava melhor que muita gente por aí. Mas não por muito tempo. Após um ano exposto, o cadáver começava a exalar o odor característico que qualquer um tem o direito de ter.

Enfim, o que fizeram eles? Resolveram colocar uma laje de pedra sobre a tumba dela, pra evitar que curiosos fossem lá. Mas sabe o que aconteceu?

Um grupinho de bêbados resolveu dar o ar de sua graça. Decidiram que ela, como rainha, merecia um enterro digno e decente, e o fizeram: cavaram uma cova e enterraram a pobrezinha… de cabeça pra baixo:

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A façanha só foi descoberta no século XIX, quando reencontraram seu jazigo cheinho de hera. Dessa vez resolveram realmente honrar a pobre e deixa-la descansar em paz de uma vez por todas, instalando ela em uma capela em Sudely, onde ela jaz, feliz, até hoje.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Com tanto jeito pra morrer…

Jorge II foi o último monarca britânico. Nascido na Alemanha, em 30 de outubro de 1683, ele era considerado um grande guerreiro, afinal, liderou suas tropas em batalha.

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Mesmo assim ele sofria um bocado no que tangia à sua dignidade. Até seu filho ria de seu sotaque muito carregado. Outra característica dele era que nenhuma mulher lhe escapava… desde que fosse gorda e feia ao extremo…

Sua esposa, Carolina de Ansbach, era tão sua amiga, que sabia e compartilhava das aventuras do marido. Ele lhe escrevia contando detalhes sobre sua vida amorosa. Carolina é essa bonitinha aí embaixo:

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Certa vez, o rei se empolgou tanto com uma amante, que resolveu levar ela de Hanover para  a Inglaterra. E ainda mandou uma cartinha para a esposa, dizendo que “você vai amar Walmoden, pois ela me ama”. Infelizmente não encontrei uma só foto da cidadã, mas dizem que ela era tão feia, tão feia que o rei, mais uma vez, virou motivo de chacota.

O que Jorge não esperava era que de tudo o que viveu, sua morte superaria, de longe, todo o “glamour” de sua vida real:

Em 1760 o rei morreu no banheiro. Isso mesmo, fazendo isso que você está imaginando.

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