terça-feira, 1 de outubro de 2013

Eu bebo sim... e vou vivendo...


Jorge IV da Inglaterra era conhecido por ser um bon vivant sofisticado que tinha bom gosto para decoração e tinha estilo. Tinha tudo para ser amado, mas não foi.
Caricatura de Jorge IV feita por Jaime Gillray

O rei era famoso por ser chegado em uma manguaça e também por não rejeitar comida. Só não foi o monarca mais gordo da Inglaterra porque na sua frente havia a Rainha Ana.
Numa leva era capaz de comer de uma vez só dois pombos, mais três porções de carne acompanhado de garrafas de champanhe. O copo era seu amigo constante, e nessas horas ele transformava de um doce ao mais amargo fanfarrão, sendo capaz de destruir a mais bela festa com seus porres cada vez mais constantes..

Mas a bebida logo cobrou seu preço, e ele foi envelhecendo precocemente e virando alvo de pilhérias. Além disso, por não ser amado por seu povo, era constantemente chacoalhado pela imprensa que chegava a dizer que ele preferia a bebida e uma garota à política.

Durante a velhice os hábitos não mudaram e sua morte chegou até mesmo a ser comemorada. A Times colocou no editorial no dia seguinte à sua morte: "Que olho chorou por ele? Que coração palpitou uma vez sequer de pena sincera (...) por esse leviatã do haut ton, Jorge IV?"

terça-feira, 24 de setembro de 2013

E ache o castigo bom!



Essa gracinha aí em cima atendia pelo nome de Ana Petrovna, ou simplesmente como Ana da Russia. 
Segundo o pai dos burros, a wikipédia, "Ana era muito parecida com o seu famoso pai. Era inteligente e bonita, bem-educada, falava fluentemente Francês, Alemão, Italiano e Sueco. Sabe-se também que Ana era devota a crianças e tomou conta do seu sobrinho Pedro Alekseevich, negligenciado durante o reinado de Catarina".

Mas segundo o livro "Escândalos Reais", de Michael Farquhar, ela era uma danada. Adorava castigar de uma maneira especial, e ai de quem reclamasse. Nesse caso era melhor sentar e esperar que a ira dela se dissipasse.  Ela era conhecida por seus métodos particulares de castigar as pessoas. Houve o caso de três nobres que a enfureceram. Como castigo ela escolheu o nada comum método: 





Eles viveriam durante uma semana como galinhas. Isso mesmo, meu caro leitor, galinhas. Com direito a penas, ninhos e ovos. Eles tinham até que ciscar e empoleirar-se nos ninhos.
E ache bom! 

Mas o pior ela guardou para o querido Príncipe Miguel Alexsyevitch Golitsin. Ele contrariou a rainha casando-se com uma mulher que não era do seu agrado. O que ela fez? Transformou-o no bobo da corte. O que mais? Relaxa.




A querida amada de Miguel acabou falecendo e Aninha resolveu escolher sua próxima esposa... uma queridinha que era conhecida como uma das mais feias da Rússia. Uma procissão de bêbados veio com carroças carregadas por porcos.
Como presente para os noivos ela deu um Castelo maravilhoso, todo feito de gelo. 





Eles tiveram que passar a lua de mel no castelinho, numa cama de gelo com travesseiros de gelo. Bem, o casamento, sabe-se lá como, foi consumado, e a esposa feia engravidou. Mas Ana não veria o crescimento dos lindos gêmeos que nasceram, pois embarcaria naquele mesmo ano para o reino dos pés juntos a morte. E pra isso não existe castigo que impeça.

sábado, 21 de setembro de 2013

O que é o cinema, não é minha gente?

Quando é que Henrique VIII poderia suspeitar que seria interpretado por essa magnitude que é o Jonathan Rhys Meyers. Se não, compare as duas pessoas:

 Jonathan





e o verdadeiro rei:




A vida é mesmo injusta não?

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Que comam brioches!


Marie Antoinette toda pimposa no retrato... 

E por falar nela, você sabe a origem da dita frase por Marie?


Durante um passeio, ela teria visto pessoas simples e perguntado a uma das pessoas que a acompanhavam o porque de caras tão desgraçadamente tristes. No que recebeu a resposta: é porque falta pão para eles, majestade. Espantada, Antoinette teria respondido: "Ora, então que comam brioches!"

O mais provável é que ela nunca tenha dito essas palavras, mas o termo pegou.


terça-feira, 17 de setembro de 2013

Solteira sim, e ai de quem reclamar!


Elizabeth I gostava demais do poder para dividi-lo com um homem. Costumava dizer em alto e bom som: "Sou casada com a Inglaterra!". Sei...
Sua vida sexual quase inexistente fazia dela uma pessoa amarga, principalmente quando dava de cara com alguma pessoa com uma vida plena..., se é que vocês me entendem...

 O pior nem é isso, minha gente, mas a exigência que ela fazia para que suas damas de companhia fossem tão encalhadas quanto ela. Pode isso? 

Daí tome exercícios diários e muita conversa pra desviar os pensamentos maravilhosamente pecaminosos. Para vocês terem uma ideia, uma de suas damas noivou e pediu a ela seu aval para o casamento. "Liz" levou apenas dez anos para aprovar. E ache bom. 


Pior foi uma pobre coitada que quis dar uma de espertinha e passou por cima da ordem da soberana. A Rainha Virgem se irritou terrivelmente a ponto de arrancar o dedinho dela. Isso tudo para servir de exemplo para quem mais quisesse seguir o exemplo....
E quem era louco de desobedecer?

sábado, 8 de janeiro de 2011

Pegadinha do Retrato

Henrique VIII também foi uma das vítimas do retrato mentiroso. Em 1540 ele buscava sua quarta esposa, e pedindo conselho a Francisco I da França, acabou recebendo o retrato de cinco jovens nobres. Não se agradou muito ao ver as imagens nos retratos e pediu pra que elas fossem mandadas para ele fazer um exame pessoal. O louco achava que não tinha nada demais em colocar nobres damas em fileira enquanto ele as examinava e escolhia a noiva. Diante de tão sem noçãozice, Francisco respondeu que na França não há essa tradição de enviar donzelas para serem examinadas como se fossem prostitutas.

Diante disso, Henrique voltou de novo às fotos e achou uma que lhe interessava: Ana de Cleves. Depois de um enorme tempo arrumando o casamento, ele correu ao encontro da noiva com o coração na boca e o que encontrou não foi nada parecido com o que há nesse retrato:



Ana tinha o rosto marcado pela varíola ao invés da linda cútis mostrada. O rei repetiu para várias pessoas que nunca tinha se sentido “tão desalentado em sua vida com uma jovem tão diferente do que lhe fora mostrado" .

Apesar de apelidá-la de “égua de Flandres”, ele teve que se casar com ela,  mas não conseguiu consumar  o casamento. Na verdade, ele parecia não se sentir tão melhor quanto suas vítimas levadas ao cadafalso para perderem suas cabeças.

Acabou sobrando para Thomas Cromwell, o alcoviteiro, que intermediara o casamento. No dia seguinte, quando ele perguntou ao rei como tinha sido a noite de núpcias, e se ele tinha apreciado a noiva,  recebeu a seguinte resposta:

"Com certeza, meu lorde, se antes não gostava muito dela, agora gosto ainda menos! Não possui nenhum traço de beleza e cheira horrivelmente mal. Pensei que não fosse virgem em virtude dos seios caídos e outras características, e ao tocá-los senti um choque tão profundo que não quis nem tive coragem de provar o resto. Não tenho apetite para coisas repulsivas. Deixei-a tão virgem como a encontrei."



Henrique, que já não era lá essas coisas de bonito, nem teria motivos para exigir alguma coisa. Na época tinha uma barriga que somava 142cm e uma ferida que nunca se fechava (e fedia) na perna.

Resultado do casamento: Ana e Henrique se divorciaram, e foram amigos até  a morte dele. Thomas, o alcoviteiro, terminou  sendo o alvo da raiva do rei, com sua linda cabecinha sendo cortada.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Graças a Deus, ela se foi!!!!!

 

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Jorge IV da Grã-Bretanha evitou a todo custo entrar em um casamento infeliz. Mas acabou sendo pressionado por dívidas no país e obrigado por seu pai e pelo Parlamento, a se casar com Caroline de Brunswick.

Caroline era um amor de pessoa, do bem, super gentil. Só tinha um probleminha: não era muito conhecida por seu asseio e não se preocupava também em se vestir adequadamente.

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Quando Jorge, que era muito limpinho, foi apresentado à noiva, ficou, na melhor das palavras, aterrorizado. Frescuras à parte, começou logo a passar mal e quase que desmaia.

Diante de tal surpresa, foi realmente uma noite em tanto para Jorge, que ainda conseguiu ir uma vez na esposa, apesar de ter dito que ela tinha tantas marcas de sujeira que ele chegou a ficar nauseado. Depois disso decidiu nunca mais tocá-la.

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Mas os deuses estavam ao seu lado, pois nessa mesma noite Caroline concebeu um filho e ele estava livre de tentar outra vez deitar na mesma cama que ela.

Caroline, coitada, foi afastada da corte, e viveram separados até o fim. Quando Jorge foi coroado, em 1821, uma cena tirou o povo britânico do sério: pugilistas foram contratados para evitar a entrada de Caroline durante a coroação, apesar dos gritos dela para que a deixassem entrar e ser coroada ao lado do marido. Nadica.

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No mesmo ano, Napoleão morreu, e o rei foi informado que seu “mais temível inimigo” falecera. Sua fisionomia ficou iluminada e ele, feliz como só um iludido pode ser, exclamou em toda a felicidade que cabe aos bêbados: “Meu Deus, ela se foi!!!”

Informações retiradas do livro de Eleanor Herman – Sexo com Reis

sábado, 25 de dezembro de 2010

Entre a feiúra e a beleza


É sabido que o casamento entre reis e princesas em nada tinha a ver com amor. Eram questões de negócios. Sem contar que, ô gente feia essa viu?

Mas não era isso que eu ia falar. Eu ia comentar sobre Jaime II da Inglaterra, que por volta de 1670 era um viúvo que ao procurar uma esposa foi aconselhado por Luix XIV a casar-se com a francesa Madame de Guise, viúva, de origem nobre e horrenda.
 
Claro que Luis XIV só  via o lado prático da coisa. Primeiro que esta beldade ao contrário não iria casar-se com ele. Segundo que o casamento de um nobre inglês com uma francesa iria ajudar em muito os negócios. Além do mais, a falta de beleza de Madame era superada, em muito, por sua fecundidade – ela engravidou três vezes em dois anos.

Nada disso fez Jaime mudar de idéia. O duque de York queria porque queria encontrar alguém que lhe aquecesse o coração. E assim o fez. Casou-se com Maria de Modena, 15 anos, uma linda princesa, alta, esbelta, a quem ele entregou sem reservas, seu coração.


quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Catarina de Médicimorena e desprovida de charme

"A culta Catarina foi descrita por um embaixador como uma mulher de traços delicados quando coberta com um véu, mas seu rosto descoberto parecia talhado na madeira."
(Livro Sexo com Reis, de Eleanor Herman).

Abaixo, o retrato de Catarina:

morena e desprovida de charme

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Como Poderei dormir com isto?

Lembra daqueles filmes que falam sobre o homem da máscara de ferro? Foi inspirado no rei Luis XIV da França (o Rei Sol, sobre o qual falarei em devida ocasião). Só que a realidade, por vezes, ultrapassa um pouco a ficção, e se torna imensamente mais interessante! Luis não tinha um irmão gêmeo, mas um mais novo, chamado Filipe, duque de Orléans, mais conhecido por “Monsieur”.

Filipe

Hum, Monsieur era um conhecido travesti, que não tinha o menor pudor de se vestir de mulher, e ficar cercado de amiguinhos que saboreavam o mesmo hobbie.Acontece que ele foi obrigado a casar. E o fez, com Elizabeth Charloue.
A escolha recaiu sobre Elizabeth pela já conhecida fertilidade das alemãs e também por ela ser... feia.

elisabeth

Acontece que a primeira mulher de Filipe (sim, ele já tinha sido casado outra vez) foi morta por um dos amantes do  pomposo irmão do rei, e este não queria arriscar o ciúme de um deles novamente. Escolhendo uma esposa feíssima para seu irmão nada hetero, iria pelo menos salvar a vida desta.

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1670. Ela chega à França depois de se casar por procuração. A primeira visão que tem é de um jovem efeminado que usa ruge, brincos e oculta seu corpo em roupas cheias de rendas e babados e salto alto. Além disso, uma peruca frisada e água-de-colônia de fazer Lampião ter lampejos de enjôo.
De sua parte, quando Monsieur viu a “beleza” de esposa que lhe fora encomendada, com sua enorme nádega, roupas simplórias e uma cara imensa e feia. Exclamou baixinho, como cabe a uma bela dama, que não sabia como dormiria com isso. Decidiu que tentaria deixá-la ao menos mais atraente: bom tempo daquele que passavam juntos ele gastava tentando maquiá-la. Não adiantava muito. Ela tirava imediatamente.

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Apesar das dificuldades (os dois eram conhecidos por se deliciarem em suas flautulências), os dois conseguiram sobreviver juntos por 30 anos. E ter três filhos.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Pequeno Bonaparte de Napoleão

Dignidade, minha gente, dignidade é uma coisa que pelo menos se pede que seja dada a um defunto cansado de guerra. Pois você imagina que até isso foi negado a Napoleão??

Napoleão, esse garboso Imperador francês, é considerado até hoje um dos maiores estrategistas da história do mundo. E se tivesse sido bonito como nessa foto abaixo, você até fica imaginando o que deve ter chovido de mulher em sua horta.

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Pois bem, não era bonitão, e ainda por cima tinha um pequeno probleminha que foi descoberto depois de sua morte. Aliás, um probleminha de exatamente 2.54 cm em descanso e quase 6.0 em ebulição. Ele teria um micropênis, compatível com um de uma criança.

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É o tamanho que dizem que tinha o pequeno bonaparte de Napoleão. Sim, você me pergunta, e como é que se sabe disso? Poderia ser uma intriga da oposição…

Reza a lenda que depois de morto o ex-Imperador, sob circunstâncias misteriosas (dizem que foi morto por arsênico), um talzinho que não ia muito com sua cara aproveitou um momento de distração e zás:

 

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Desferiu um golpe e arrancou o pequeno para manter em sua posse. Vingancinha do médico francês Francesco Antommarchi teria se irritado com Napoleão, que sempre o tratava mal a cada visita. Mas também pode não ter sido ele…

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Contanto que havia mais de 20 pessoas no ambiente, possa ser que tenha também sido outra pessoa, afinal, o velhinho de bonzinho não tinha nada, e não tinha lá muitos amigos. Bom, mesmo sem se saber ao certo quem desferiu o último golpe na honra de um ser, Napoleão foi enterrado sem o bonaparte e todo mundo esqueceu disso. Até que resurgiu como uma relíquia guardada por John Lattimer, professor de Urologia em Nova York. A Christie’s até que tentou colocar o tal órgão para leilão, mas ninguém quis o negocinho. Em 1977 o urologista adquiriu ele por US$ 3.800 dólares.

sábado, 30 de outubro de 2010

Rasputin em conserva…

Olha só, eu estou preparando um texto sobre um fato curioso da morte de Napoleão, e dou de cara com uma matéria como essa abaixo. Como eu adorei o tom do texto, resolvi publicar ele na íntegra, e o original pode ser encontrado nesse link aqui:

 

Rasputin

Um museu de sexo e erotismo em São Petersburgo (Rússia) afirma possuir um artigo incomum: o pênis de Rasputin.

Grigori Yefimovich Rasputin foi um místico que atuava como conselheiro do czar Nicolau II e que se tornou uma das mais importantes figuras da queda da dinastia Romanov e o triunfo da revolução socialista de 1917 na Rússia.
RasputinEntre um grande número de esculturas e pinturas é o órgão a peça mais desejada pelos visitantes. Preservado em um pote de vidro, o suposto pênis do "Monge Louco", como Rasputin era conhecido, tem 30 centímetros...


"Com esta exposição, deixamos de invejar os Estados Unidos, onde o órgão reprodutor de Napoleão Bonaparte é mantido", disse Igor Knyazkin, fundador do museu.
E Igor comemora a vitória da estranha Guerra Fria:


"O pênis de Napoleão é um pequeno talo, não pode ser comparado ao nosso órgão de 30 centímetros."


Considerado um devasso (teria se envolvido em incontáveis orgias com plebeias e tido casos com mulheres da alta sociedade), Rasputin teria sido castrado antes de ter o corpo, crivado de balas, jogado no Rio Neva, onde morreu de frio.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Quando não perde a cabeça é enterrada de cabeça pra baixo…

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Catarina Parr foi a última das esposas do rei Henrique VIII. Velho, obeso e doente, precisava mais de uma enfermeira do que de uma esposa, e Catarina, já viúva, sem filhos, servia muito bem a esse propósito.

Tudo bem que ela tinha umas convicções religiosas e mania de querer aprender as coisas e que ela quase foi mais uma das esposas do rei que teve a cabeça arrancada por isso. O monarca agonizava, e ela estava lá pronta para ler uns versinhos da bíblia ou endeusar o megalomaníaco deus Rei.

Pois bem, Catarina, além de tudo ainda teve a sorte de ser a única esposa oficial (Ana de Cleves não conta) a ver o Rei morrer!!!! Isso porque Henrique já tinha enterrado Catarina de Aragão (câncer), Ana Bolena (cabeça decepada), Jane Seymour (parto), Catarina Howard (cabeça decepada) e se divorciado de Ana de Cleves sem nem querer ver a cara da peça, que considerava horrenda. Isso vindo de um rei que estava mais ou menos assim na época:

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Catarina ficou viúva do rei aos 39 anos, e ainda deu tempo de casar-se novamente, desta vez com Thomas Seymour, por quem era apaixonada. Engravidou, embora todos pensassem que fosse estéril, e morreu após o parto. Isso foi em 1547. Ela foi enterrada na capela do castelo de Sudely, que era de sua propriedade. Lá ela foi deixada em paz… durante algum tempo:

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Por volta de 1700 já tinham esquecido quem estava enterrada por lá. Os restos mortais de Catarina foram tão abandonados que ninguém sabia mais nem dizer o local exato onde ele tinha sido enterrado ou quem diabos era Catarina. Em 1782 quem morava no castelo era um tal de John Lucas, e ele acabou achando o caixão da rainha.

Ele resolveu, como qualquer curioso, abrir o caixão pra dar uma espiadinha e qual não foi sua surpresa quando verificou que a rainha estava QUASE intacta.

Isso, meus caros. Depois de 200 anos, ela tava melhor que muita gente por aí. Mas não por muito tempo. Após um ano exposto, o cadáver começava a exalar o odor característico que qualquer um tem o direito de ter.

Enfim, o que fizeram eles? Resolveram colocar uma laje de pedra sobre a tumba dela, pra evitar que curiosos fossem lá. Mas sabe o que aconteceu?

Um grupinho de bêbados resolveu dar o ar de sua graça. Decidiram que ela, como rainha, merecia um enterro digno e decente, e o fizeram: cavaram uma cova e enterraram a pobrezinha… de cabeça pra baixo:

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A façanha só foi descoberta no século XIX, quando reencontraram seu jazigo cheinho de hera. Dessa vez resolveram realmente honrar a pobre e deixa-la descansar em paz de uma vez por todas, instalando ela em uma capela em Sudely, onde ela jaz, feliz, até hoje.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Com tanto jeito pra morrer…

Jorge II foi o último monarca britânico. Nascido na Alemanha, em 30 de outubro de 1683, ele era considerado um grande guerreiro, afinal, liderou suas tropas em batalha.

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Mesmo assim ele sofria um bocado no que tangia à sua dignidade. Até seu filho ria de seu sotaque muito carregado. Outra característica dele era que nenhuma mulher lhe escapava… desde que fosse gorda e feia ao extremo…

Sua esposa, Carolina de Ansbach, era tão sua amiga, que sabia e compartilhava das aventuras do marido. Ele lhe escrevia contando detalhes sobre sua vida amorosa. Carolina é essa bonitinha aí embaixo:

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Certa vez, o rei se empolgou tanto com uma amante, que resolveu levar ela de Hanover para  a Inglaterra. E ainda mandou uma cartinha para a esposa, dizendo que “você vai amar Walmoden, pois ela me ama”. Infelizmente não encontrei uma só foto da cidadã, mas dizem que ela era tão feia, tão feia que o rei, mais uma vez, virou motivo de chacota.

O que Jorge não esperava era que de tudo o que viveu, sua morte superaria, de longe, todo o “glamour” de sua vida real:

Em 1760 o rei morreu no banheiro. Isso mesmo, fazendo isso que você está imaginando.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Sífilis à francesa

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Francisco I da França adorava as artes e a guerra, mas adorava em maior escala as mulheres. Costumava dizer: “Uma corte sem mulheres é como um ano sem primavera e uma primavera sem rosas”. Danadão.

O resultado em uma côrte que não conhecia ainda a camisinha foi um caso tremendo de sífilis. E mesmo assim o rei não poupava ninguém. O tratamento de sífilis, naquela época, era pintar o pinto com mercúrio, o que era um paliativo e que não curava nada. Enfim, quem acabou sofrendo com isso foi sua amada e traída esposa, essa aí abaixo, Claudia:

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Enquanto Francisco manteve um porte atlético (o que, evidentemente ajudava em suas conquistas), Claudia, baixinha, foi ficando cada vez mais rechonchuda: depois de milhares de gestações e 7 filhos, a coitada virou motivo de chacota na corte. Além disso era zombada por ser estrábica e maltratada pela sogra.

A sífilis acabou sendo sua última companheira e herança deixada pelo belo rei que a desposara. Ela morreu com apenas 24 anos. Francisco ainda se casaria (e passaria sífilis) para sua nova esposa, Leonor da Áustria.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Fotos maravilhosas da Rússia

Olha essa foto abaixo:
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Bacana né? E essa embaixo:
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E mais essas duas:
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O mais legal é que essas fotos foram feitas por volta de 1909 e 1910 na Rússia. Isso, meus amigos. Essas fotos tem mais de 100 anos pelo fotógrafo Sergei Mikhailovich Prokudin-Gorskii (1863-1944). Ele usava uma câmara especializada apra capturar três imagens em preto e branco em rápida sucessão, utilizando filtros vermelho, verde e azul. Isso permitia a ele fazer uma recombinação e mostrar as imagens em cores quase idênticas às verdadeiras.
As fotos originais estão na Biblioteca do Congresso e vocês podem vê-las em tamanho grande nesse link abaixo:
http://www.boston.com/bigpicture/2010/08/russia_in_color_a_century_ago.html

sábado, 2 de outubro de 2010

Joana, Louca por você!

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Joana I nasceu na Espanha, terceira filha de Ferdinando e Isabel I e irmã de Catarina de Aragão (esposa de Henrique VIII). Era bonita, educada, gostava de música, cavalcar e sabia falar três línguas. Enfim, uma dama do mais alto requinte.

Pois bem, Isabel e Ferdinando trataram de fazer logo um acordo que assegurasse um ótimo casamento para ela. Desse modo, Joana foi prometida a Filipe, o Calhorda o Belo.

Para um casamento combinado, até que a coisa pareceu andar direitinho: Joana se apaixonou logo que viu seu príncipe tão belo, e ele se agradou dela. Bodas realizadas, amor à toda, correram logo pro quarto pra começar o que prometia ser uma noite de arromba. E foi. Depois veio a realidade.

 

Como Fazer de seu Casamento um Fracasso

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Filipe, o belo, tinha que aproveitar sua beleza de alguma forma, e a aproveitou da mais prazerosa possível: mulheres, muitas delas. Joana, por sua vez, de sangue quente, foi educada pra tudo quanto foi coisa, menos para aceitar isso. Desenvolveu um ciúme doentio do homem. Os dois começaram a se atazanar, cada um de seu modo.

Filipe mandou seus familiares e criados espanhóis de volta pra Espanha e a coitada ficou desiludida e triste. Desesperada, apaixonada, enciumada e trancafiada em um país estranho, ela começou a ficar paranóica.

E ela endoidou de vez

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Neta de uma louca, era de se esperar que ficasse um pouco desequilibrada. Um dia, ela e seu marido foram à Espanha para ela ser declarada herdeira de sua mãe. Chegando lá, Filipe, do nada, decidiu ir embora: detestava a família da esposa. Pronto. Joana, grávida, ficou danada. Chorava, xingava, mas não podia fazer muita coisa, já que com a gravidez adiantada, teve que ficar por lá. Então aconteceu: Numa noite ela simplesmente enlouqueceu.

Saiu descalça e seminua do castelo e foi se agarrar nos portões do castelo. Não houve uma só alma que pudesse tirar a danada de lá. Nem argumentos de que estava frio, nem nada. Aí o mal já tava feito. Ela não precisava de mais nada pra ficar conhecida como a louca. Em tempos sem twitter e CAM nas nos celulares, a notícia se espalhou como rastilho de pólvora.

Além de endoidar, ela acabou com os nervos de sua família. Enquanto isso, Filipe, em suas longas férias de sua esposa, aproveitava da melhor maneira que conhecia: ficando com outras mulheres. Quando Joana voltou, mais doida do que nunca, ele a trancou em seus aposentos em Bruxelas. Dizia-se que ele ia lá bater nela.

 

Não se Livrará de Mim nem Depois de Morto!

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Quando o casal foi proclamado novos governantes de Castela, Filipe morreu subitamente aos 28 anos. Danou-se tudo. Houve suspeitas de envenenamento e o principal suspeito era seu sogro, Ferdinando. Enfim, não se sabe. O que se sabe é que uma mulher apaixonada não se conforma assim tão facilmente, certo?

Joana enlouqueceu de vez. Desesperada, recusou-se a sair de perto do defunto, e não deixava que nenhuma mulher o visse. De quanto em vez, pedia para abrirem o caixão para que ela pudesse abraçar o amado.

Começou uma viagem sem fim para enterrar o defunto. O cortejo viajava de noite, porque ela chegara à conclusão que perdera a Luz de sua vida. O curioso é que o último filho do casal ela teria após a morte do marido.

 

Como remédio pra doido é outro na porta…

Um monge falou para Joana, certa vez que seu marido ia retornar à vida depois de catorze anos. Ela esperasse tranquilona, isso era coisa certa. Pois bem, ela esperou sentada e nada. Passou o tempo e ele continuou mortinho. Com isso Joana perdeu o restinho de honra que ainda tinha e foi confinada no castelo até morrer.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

10 Amantes reais

Algumas mulheres entraram para a história por serem rainhas, escritoras, esposas, mães ou irmãs de grandes homens, e outras como notáveis amantes dos reis.

1. Eleanor "Nell" Gwyn


Eleanor Gwyn (1650 – 1687) foi o caso mais duradouro do rei Charles II. A atriz inglesa recebeu grande reconhecimento e foi mãe de dois filhos de Charles.

 

2. Louise Renee de Penancoet de Kerouaille, Duquesa de Portsmouth





Louise foi amante de Charles II da Inglaterra. Dentre seus descendentes estão Diana (a princesa rejeitada de nosso Charles atual), Camilla e Sarah, Duquesa de York.
 
3. Henrietta Howard




Henrieta foi amante do rei George II da Britania. Deixando a posição de amante do rei, ganhou terras do seu antigo amado nas margens do Rio Tâmisa.


4. Eliza Rosanna Gilbert 

 


Atendendo pelo nome de Lola Montez, Eliza também era uma famosa cortesã e amante do Rei Luis I da Bavária. Ela recebeu o título de Condessa de Landsfeld.
 
5. Mary Boleyn






Mary foi amante do rei Henrique VIII durante algum tempo. Depois foi substituída por sua irmã Ana, que acabou se casando com o rei. Mary casou-se duas vezes.
 
6. Marie-Louise O' Murphy de Boisfaily 
 


Essa moça foi amante do rei Luis XV da França. Sua vida foi dramatizada em 1997 em “Our Lady of the Potatoes”.



7. Marie-Anne de Mailly-Nesle, Duquesa de Chateauroux



Essa pequena e sexy mulher foi uma das amantes do rei Luis XV da França. Era conhecida como Madame de Mailly, a Duquesa de Chateauroux. 
 

8. Marie-Jeanne Becu, Condessa du Barry










 
Essa é famosíssima e ficou conhecida como a Madame Du Barry. Virou tema de vários filmes e foi amante do rei Luis XV da França.



9. Agnes Sorel






Essa aí com carinha e áurea de santa foi amante do rei Carlos VII da França. Com grande influência política, ajudou o amante rei. Esta foto foi pintada pouco tempo antes dela morrer de parto.

10. Lillie Langtry






Lillie Langtry foi atriz e amante do rei Eduardo VII da Inglaterra.
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